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Pesquisas Ecológicas de Longa Duração: Dinâmicas Biológicas e Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica do Médio Rio Doce – MG. Diptera.

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Desenvolvimento de estudos ecológicos de longa duração voltados ao levantamento de Dipteras em fragmentos florestais da região do Médio Rio Doce, Minas Gerais, Brasil. O recurso se refere a dados obtidos no período de 1999 a 2005.

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Universidade Federal de Minas Gerais (2017): Pesquisas Ecológicas de Longa Duração: Dinâmicas Biológicas e Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica do Médio Rio Doce – MG. Diptera.. v1.0. Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr. Dataset/Metadata. https://ipt.sibbr.gov.br/peld/resource?r=pesqqquisas&v=1.0

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The publisher and rights holder of this work is Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr. This work is licensed under a Creative Commons Attribution Non Commercial (CC-BY-NC) 4.0 License.

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Metadata Diptera; Inventário; Mata Atlântica; Rio Doce; Biodiversidade

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Geographic Coverage

Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil. Floresta Estacional Semidecidual Submontana (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, 1991). Floresta Estacional Semidecidual de Terras Baixas. (Oliveira-Filho & Fontes 2000)

Bounding Coordinates South West [-20, -42.9], North East [-19.22, -42.2]

Taxonomic Coverage

Os Diptera foram triados e identificados até subfamília (exceto Nematocera, Muscoidea e Acalyptratae). Brachycera e Cyclorrhapha foram identificados até família. Os da família Stratiomyidae, Asilidae, Syrphidae, e Trachinidae são identificados até espécie ou morfoespécie quando possível.

Family  Acalyptratae,  Acroceridae,  Asilidae,  Bombyliidae,  Calliphoridae,  Conopidae,  Dolichopodidae,  Empididae,  Muscidae,  Mydidae,  Phoridae,  Pipunculidae,  Platypezidae,  Rhagionidae,  Sarcophagidae,  Scenopinidae,  Stratiomyidae,  Syrphidae,  Tabanidae,  Tachinidae,  Therevidae,  Xylomyidae,  Xylophagidae

Temporal Coverage

Start Date / End Date 1999-01-01 / 2005-12-31

Project Data

Espécies de moscas sinantrópicas ocorrem com maior freqüência próximo ao homem e de seus animais domésticos (FERREIRA, 1978,1983; DIAS, 1982 e MADEIRA, 1985), estas espécies são em geral, coprófilas, saprófitas e importantes vetores de parasitos e por isso, têm grande importância médica e veterinária (GUIMARÃES et al., 1979; PRADO & GUIMARÃES, 1982). Aumentos na incidência de certas doenças podem estar diretamente relacionados ao aumento da densidade destas espécies (GREENBERG, 1971). Moscas também têm importância agrícola e silvicultural, pois há espécies pragas e espécies parasitas e predadoras de outras pragas. As moscas parasitóides, por exemplo, são inimigas naturais de diversas pragas, principalmente Lepidoptera (ROLAND & TAYLOR, 1997). Mesmo nos trópicos, onde supostamente as condições ambientais são mais estáveis, a ocorrência de muitos insetos é previsivelmente sazonal (WOLDA, 1983). Uma mesma espécie pode ter diferentes variações sazonais na abundância quando ocorrendo em diferentes ambientes. A estrutura de habitat e a fragmentação, por exemplo, podem minimizar ou exacerbar os efeitos das modificações sazonais da abundância das espécies. Muitas espécies podem exibir migrações sazonais não só na horizontal, se deslocando para áreas diferentes, como na vertical, se deslocando para porções mais altas ou baixas do dossel florestal. Estudos sobre espécies de importância médica e veterinária têm mostrado que os picos de abundância coincidem em geral com períodos quentes e úmidos (SOUZA et al., 1990; CARVALHO et al., 1991, entre outros). Análises de descrição e comparação de comunidades feitas em nível de família e subfamília podem ser úteis em determinar padrões gerais (PIELOU, 1975 e MAGURRAN, 1988). Famílias e/ou sub-famílias compartilham em geral os mesmos hábitos alimentares e habitats, pertencendo, em geral a uma mesma guilda. Uma vez obtida a abundância relativa destes taxa pode-se determinar a distribuição de abundâncias relativas das diferentes guildas que elas pertencem. Moscas das subordens Brachycera e Cyclorrhapha são importantes polinizadores, decompositores, predadores, parasitas e presas de muitos outros animais em ambientes naturais ou alterados pelo homem. Larvas de moscas têm hábitos bem diferentes dos adultos o que possibilita a exploração ainda mais diversificada dos recursos ambientais. O uso da abundância de indivíduos apenas das famílias de Brachycera e Cychlorrapha coletados Malaise, se mostrou extremamente útil na distinção entre ambientes com estrutura vegetacional bastante diferente: campo sujo e floresta estacionária semidecidual. A maioria das famílias teve uma grande diferença na abundância de indivíduos entre habitats, e portanto, a similaridade na distribuição de abundância de famílias entre estes dois habitats foi muito baixa (ANTONINI et al., 2003). As famílias Asilidae, Stratiomyidae e Syrphidae têm diferentes comportamentos tróficos. A família Asilidae é composta por espécies predadoras tanto na fase larval como na fase adulta. A família Stratiomyidae, possui larvas que se desenvolvem em tecidos vegetais de certas plantas e os adultos são visitantes florais. Os Syrphidae possuem espécies com larvas predadoras ou parasitas e outras que são decompositoras de matéria orgânica vegetal. Os adultos estão entre os principais insetos visitantes florais. A abundância e diversidade destes grupos podem servir como indicadores de qualidade e quantidade dos recursos, que eles utilizam e podem ser relacionados com o estado de conservação das matas. Syrphidae são organismos importantes em florestas e outros habitats, podendo ser miméticos batesianos de himenóptera, consumidores de “honeydew”, nectarívoros, polinívoros, polinizadores, decompositores e alimento para outros organismos (GILBERT, 1981, 1986; MAIER, 1982; VOCKEROTH & THOMPSON, 1987; WALDBAUER, 1988; OWEN, 1991 apud CICERO, 2000), ocorrendo em ambientes impactados ou não pela ação humana. Algumas espécies têm também importância agrícola, pois existem espécies pragas e muitas que são inimigas naturais de pragas (CONN, 1972). Syrphidae é uma das maiores famílias de Díptera com quase 6000 espécies em todos os continentes. A família possui representantes que variam de 4 até 35mm de comprimento. É a família mais abundante entre todos os visitantes florais. Grande parte dos representantes da família utiliza pólen de plantas entomófilas, consideradas como sendo plantas generalistas quanto aos seus polinizadores e alguns sirfídios utilizam quase que exclusivamente pólen de plantas anemófilas, e nestes casos existem indivíduos que se alimentam em folhas que estejam sob ou próximo à plantas floridas, sem que haja, portanto, forrageio nas flores (SSYMANK et al, 1993). A região Neotropical possui a maior diversidade de sirfídios visitantes florais do mundo, e nesta região os gêneros Toxomerus, Ocyptamus e Copestylum, apresentam os maiores números de espécies (THOMPSON & ZUMBADO, 2000). Formas imaturas de Syrphidae possuem grande variação quanto ao uso de habitat e alimentação, existem larvas predadoras de insetos herbívoros (afidófagas, predadoras de ácaros e outros), detritívoras, que se desenvolvem em ocos de árvores e brejos, ou decompositoras, encontradas em plantas doentes ou esmaecidas (SOMMAGGIO, 1999; WHITE et. al., 1995). Os sirfídios possuem três características principais que podem levar a considerá-los como bons bioindicadores (SPEIGHT, 1986 apud BELLIURE, 2001): primeiro pelas larvas apresentarem habitats altamente diferenciados dos adultos, segundo por serem encontrados em quase todos os locais do globo e terceiro por possuírem vários gêneros facilmente identificáveis. Entretanto duas características: a de muitas espécies possuírem o período de vôo muito curto e a de eles serem bons recolonizadores de áreas degradadas são tidas como obstáculos ao uso de Syrphidae como bioindicadores (SOMMAGGIO, 1999). A família Asilidae é reconhecida por diversas sinapomorfias. A mais distintiva delas é comportamento predatório. O adulto perfura a presa com sua hipofaringe, que é em formato de agulha, injetando-lhe enzimas proteolíticas e neurotóxicas (WOOD, 1981). A forma da cabeça dos adultos, com seus olhos proeminentes e bem separados é muito característica. A maioria das espécies tem pernas vigorosas, tórax curto e abdome longo, ambos com cerdas. Os adultos de Asilidae vivem em uma grande variedade de habitats, mas cada espécie se restringe a um tipo característico de habitat. São predadores ativos, atacando muitos tipos de insetos, incluindo vespas, abelhas, libélulas, gafanhotos e outros tipos de dípteros (BORROR et al., 1989). Os asilídeos tipicamente esperam suas presas em uma espécie de “poleiro”, interceptando-a no meio do vôo. Imediatamente após a captura, o asilídeo perfura sua presa com sua hipofaringe entre a cabeça e o tórax, entre o tórax e o abdome, através dos olhos ou entre os escleritos no fim do abdome. Depois eles retornam ao “poleiro” (DENNIS & LAVIGNE, 1975; LAPIERRE, 2000). A importância ecológica da família Stratiomyidae está relacionada com a decomposição de matéria orgânica e com a polinização, existem poucas espécies que são consideradas pragas agrícolas, ou que possam ter algum efeito nocivo ao homem. Casos de miíases intestinais (Lee et al. 1995) foram relatados para Hermetia illucens (L.). Essa é a espécie mais comum de Stratiomyidae e que ocorre em praticamente todo o mundo. Sua importância vai desde espécie praga de bananeiras (Stephens 1975) como espécie útil na reciclagem de dejetos (veja, por exemplo, Lardé 1990) e na alimentação de animais domésticos (Sheppard 2002). Também pode ser útil na entomologia forense (Lord et al. 1994) e no controle de moscas domésticas (Bradley & Sheppard 1984).

Title Dinâmica Biológica e Conservação da Biodiversidade na Mata Atlântica no médio Rio Doce -MG
Identifier PELD site 4
Funding Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Processo 520031/1998-9, Edital 001/1997. Co-financiamento a partir de 2002 pelo Programa PROFIX/CNPq, processo 540552/2001-1
Study Area Description Sítio PELD04: Mata Atlântica e sistema lacustre do Médio Rio Doce. Pertencente à Bacia do Rio Doce. Inclui Parque Estadual do Rio Doce (PERD), e seus entornos. O parque possui uma superfície (ha) de 35.976.43 (Trinta e cinco mil, novecentos e setenta e seis hectares e quarenta e três ares) com perímetro de 120 km. Abrange três municípios sendo que Timóteo detém 14,1% (5085.26 ha), Dionísio 2,6% (93513 há) e Marliéria 83,3% (29956.04 ha). A bacia do rio Doce tem uma área total de aproximadamente 82.000 Km2, dos quais 86% pertencem ao Estado de Minas Gerais, e o restante ao Estado do Espírito Santo. O trecho mineiro do rio Doce é de aproximadamente 608 km. Esse curso d’água nasce num dos contrafortes da Serra do Espinhaço, no município de Ressaquinha, a uma altitude aproximada de 1.220 m s.n m., com o nome de rio Piranga. Conserva esse nome até a confluência com o rio do Carmo, quando passa a denominar-se rio Doce, até desaguar no Oceano Atlântico (CETEC 1983). A bacia hidrográfica do Rio Doce abriga uma população de cerca de 3,1 milhões de pessoas distribuídas em 221 municípios. Originalmente totalmente recoberta com vegetação característica de matas semideciduais ou perenifólias pertencentes ao bioma da Mata Atlântica, possui altíssima riqueza e diversidade biológica, além de abrigar um grande número de espécies de distribuição restrita a esse grande ecossistema (Fonseca, 1997). Atualmente apresenta-se como um mosaico de fragmentos florestais, pastagens, monoculturas de eucaliptos e aglomerações urbanas. Os principais impactos ambientais presentes na bacia são o desmatamento, a mineração e a poluição hídrica por parte de indústrias siderúrgicas (Paula, 1997). A vegetação do parque pode ser considerada do tipo Floresta Estacional Semidecidual Submontana caracterizada por uma percentagem de árvores caducifólias entre 20 e 50% (LOPES, 1998; VELOSO et al., 1991). No entanto, pelo menos 10 categorias vegetacionais podem ser identificadas no Parque do Rio Doce (GILHUIS, 1986): Mata alta primária com epífitas, mata alta, mata média alta com bambuzóides e graminóides, mata média secundária com bambuzóides e graminóides, mata baixa secundária, arvoredo baixo, campo sujo, samambaial, taboal e vegetação de higrófitas. Embora quase todo o parque seja constituído de vegetação em bom estado de preservação, apenas 8,4% da área é considerada mata alta primária (GILHUIS, 1986). Boa parte da vegetação é secundária tendo se desenvolvido após a ocorrência de queimadas, principalmente na década de 60. No entanto, mesmo nestas áreas de desenvolvimento secundário são encontrados indivíduos de diversas espécies que pelo seu grande diâmetro e altura são claramente sobreviventes destes incêndios (LOPES, 1998). O PERD está inserido na unidade geomorfológica caracterizada como Depressão Interplanáltica do Rio Doce, apresentando altitudes que variam de 230 a 515 m, onde prevalecem duas formas de relevo: as colinas, em sua maioria convexas, originadas da dissecação fluvial de superfícies de aplainamento, datadas do Terciário Superior e Pleistoceno, e as planícies (Gilhuis, 1986; SIF 1990a). Uma característica de fundamental importância na delimitação de micro-habitats no PERD é a existência de um sistema de 38 a 44 lagoas. As lagoas são originárias de uma paleodrenagem do Rio Doce, com evolução geomorfológica e biológica particular, ocupando aproximadamente 6% da área total do PERD (CETEC, 1981). O clima do PERD é do tipo Aw, segundo a classificação de Köppen, caracterizando um clima tropical úmido de savana, megatérmico. O regime pluviométrico apresenta uma estação chuvosa e uma estação seca bem definidas, com precipitações variando entre 235 a 9 mm, em dezembro e agosto, respectivamente (SIF, 1990b). A precipitação anual é de 1480 mm e a média da temperatura do ar é de 21,9 ºC com máxima de 40 ºC no verão e mínima de 3 ºC no inverno (Gilhuis, 1986 apud Andrade et al., 1996). Os solos predominantes são aqueles com horizonte B textural e Latossolo B com textura argilosa, álico, distrófico, com acidez de média a alta (CETEC, 1981). O isolamento do Parque torna esta área de extrema importância como banco genético, fonte potencial de informações e fator de manutenção das condições ecológicas da região. Fora dos limites do Parque predomina a vegetação de eucalipto (Eucalyptus sp.), e em pequena escala, áreas de pasto, agricultura e florestas naturais.
Design Description Este recurso tem como objetivo inventariar as famílias de moscas das sub-ordens Brachycera e Cychlorrhapha, e as espécies das famílias Asilidae, Stratiomyidae e Syrphidaem, em diferentes épocas do ano, inicialmente em três diferentes tipos vegetacionais, mata alta primária, mata alta secundária e mata média secundária (GILHUIS, 1986), no Parque Estadual do Rio Doce. Com o inventário, busca-se obter as seguintes informações: riqueza, diversidade, ocorrência de variação sazonal e de de variação entre tipos vegetacionais destas famílias e das espécies das famílias Stratiomyidae, Syrphidae e Asilidae

The personnel involved in the project:

Principal Investigator
Júlio Fontenelle
Content Provider
Ana Americano
Content Provider
César Neto
Content Provider
Flávio Castro
Content Provider
Ivan Costa
Content Provider
Julia Almeida
Content Provider
Eduardo Paschoaline
Content Provider
Augusto Alves
Content Provider
Daniel Simões
Content Provider
Eduardo Paschoalini
Content Provider
Flávia Viana
Content Provider
Flávia Araujo
Content Provider
Lucas Cezar
Content Provider
Lucas Perillo
Content Provider
Mariana Pimenta
Content Provider
Michelle Rocha

Sampling Methods

Foram estabelecidos três pontos amostrais em cada tipo vegetacional. Os pontos foram dispostos 25m um do outro, em um transecto feito perpendicular a bordas naturais (lagos) ou artificiais (estradas dentro do Parque). Em cada ponto amostral foi armada armadilhas de interceptação, do tipo Malaise (TOWNES, 1962), totalizando 9 armadilhas por período de coleta. Foram estabelecidos dois períodos anuais de coleta: meio da estação seca (junho ou julho, e agosto de 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) e início da estação chuvosa (outubro e novembro de 1999, 2000, 2001, 2003, 2004). Quatro ou cinco visitas semanais a cada uma das 9 armadilhas, por três semanas consecutivas, foram realizados em cada período de coleta. As três semanas de coleta de cada armadilha, ano e estação foram somadas formando uma única unidade amostral. Portanto, cada unidade amostral de cada tipo vegetacional constituiu-se de 810 coletas.

Study Extent As áreas inventariadas neste trabalho são conhecidas como trilha da lagoa do Meio (área de mata Tereza), trilha da lagoa Bonita, trilha da lagoa Gambá, e trilha do Vinhático. A área de mata Tereza se situa na região centro oeste do Parque é considerada mata primária, possui estrato arbóreo bastante descontínuo com árvores muito altas espaçadas e um sub-bosque desenvolvido com muitas taquaras. Existem muitos troncos caídos e clareiras no local de coletas. A área Bonita e Gambá são ambas florestas que se situam ao Sul do Parque. São áreas consideradas de vegetação secundária baixa com predomínio de bambus. A área Bonita situa-se entre a Lagoa Dom Helvécio e a Lagoa Bonita. A Mata do Gambá é baixa e aberta, com fisionomia savanóide. Situa-se entre a Lagoa Dom Helvécio e a Lagoa do Gambá. A trilha da Bonita foi amostrada apenas na estação chuvosa de 2000 sendo posteriormente substituída pela trilha da Gambá nas coletas subseqüentes. A área Vinhático também fica ao Sul do Parque próximo a lagoa Dom. Helvécio, é considerada área de mata secundária alta. A área é de uso intensivo possuindo uma trilha de educação ambiental que recebe anualmente um grande número de visitantes. Diferente das outras áreas que possuem relevo mais suave o Vinhático possui um declive acentuado, mas as coletas foram realizadas no final do declive.
Quality Control Para testar se a abundância de cada taxa e do total foi estatisticamente diferente, em cada uma das áreas e locais de coleta, foi utilizada a análise de variância (ANOVA) (SOKAL & ROULF, 1995). Para local e ano, foi realizado um teste a posteriore de Tukey para verificar se existiam diferenças entre pares de níveis (Zar 1996). Para cada armadilha, no nível de família e de gêneros de Stratiomyidae foram calculados Índices de Riqueza, Diversidade e de Equitabilidade de Shannon-Wiener (MAGURRAN, 1988). Análise de agrupamento foi realizada para averiguar as semelhanças: na composição e abundância de morfo-espécies Syrphidae, das diferentes famílias e gêneros de Stratiomyidae, e todas as famílias, entre tipos de matas, e dentro de cada tipo de mata. A matriz de distância foi gerada utilizando a similaridade de Morisita-Horn (MAGURRAN, 1988) e técnica de amalgamação UPGMA (ROMESBURG, 1984) (McGARIAGAL et al. 2000). Em 2003, para tal objetivo foi realizada análise discriminante (ZAR, 1986.) Curvas de espécie-abundância em cada local foram comparadas entre si, utilizando o Qui-quadrado (KREBS, 1989; MAGURRAN, 1988 e VANDERMEER, 1981). O índice de Jaccard (índice qualitativo de similaridade) também foi utilizado para avaliar a similaridade na composição de famílias, na discriminação entre os tipos vegetacionais. Foi utilizado o índice de Morisita-Horn para avaliar se uso da abundância das famílias torna a discriminação mais acurada (WOLDA 1981). Para relacionar abundância com temperatura e pluviosidade: foram feitas regressões lineares simples (ZAR, 1996) para Syrphidae; e regressões quadráticas (simples e múltiplas) para cada subfamília e total de Stratiomyidae. Nas análises múltiplas foi utilizado o procedimento de “forward stepwise” para eliminar as variáveis com valores de F menor que 1 (Zar 1996). O índice de Morisita-Horn foi escolhido por ser um índice quantitativo, ou seja, que leva em consideração a abundância relativa das famílias, e é um dos índices que sofre menor influência de diferenças na abundância total e na diversidade entre as amostras (WOLDA 1981). Quanto às armadilhas, Malaise (TOWNES, 1962) é uma armadilha de interceptação de vôo para insetos, que possuem a qualidade de não ser muito seletiva, já que não usam nenhuma substância ou estrutura de atração. Além disso, ela é fácil de montar, têm baixo custo, possibilitam a captura de insetos voadores durante todo tempo e dispensam coletores durante uma semana ou mais (Campos et al. 2000). A eficiência da armadilha depende do ambiente, como por exemplo, diferentes tipos de vegetação, e da época do ano, acompanhando, portanto, um processo sazonal (Pinheiro et al 2002). A Malaise apresenta diferentes resultados de coletas de ordens de insetos. Quando comparada a uma armadilha de atração de luz, mostrou-se similar na porcentagem de espécies de macrolepidópteras total por família, mas mostrou-se diferente na porcentagem de abundância total (Butler 1999). Ao ser comparada na eficiência de besouros coletados, a Malaise foi mais afetada por fatores abióticos externos e precipitação do que fotoeclectores no solo (Majzlan 1997). De uma forma geral, Malaise em diferentes ambientes se mostra bastante eficiente na coleta de Diptera e Hymenoptera (Kitching et al). Em se tratando de Dipteras, e comparadas às armadilhas do tipo Malaise, as coletas com rede entomológica, tendem a super-representar certas famílias (e.g. Syrphidae) e sub-representar outras (e.g. Stratiomyidae).

Method step description:

  1. Como é muito difícil definir os limites e tamanho relativo de cada tipo vegetacional, dentro do parque optou-se por padronizar o esforço de amostragem, utilizando o mesmo número de armadilhas em cada um dos tipos de vegetação. Estas por sua vez foram instaladas em cada um dos seguintes tipos vegetacionais, mata alta primária, mata alta, mata média secundária. A distância mínima da borda dos rios, para os pontos de amostragem, foi de 60 metros, com o intuito de minimizar o efeito de borda nas amostragens. Todas as armadilhas foram armadas no mesmo dia e coletaram durante, sendo esvaziadas semanalmente. As armadilha Malaises possuíam duas faces separadas por um filó de cor escura com um pote coletor com álcool 70% em um das extremidades superiores. O número de famílias que podiam entrar nos modelos estatísticos foi limitado pelo número de amostras e pela sua redundância. Optou-se por utilizar sempre cinco famílias para facilitar a comparação entre as análises de diferentes anos e estações. Foram escolhidas aquelas combinações de cinco famílias que obtivessem o maior valor da estatística “F” na análise multivariada da discriminante. Famílias com variância igual a zero em qualquer um dos tipos de mata, não puderam entrar no modelo. Portanto a composição de famílias incluídas no modelo variou de análise para análise.

Collection Data

Collection Name Coleção de Artrópodes do Laboratório de Ecologia e Comportamento de Insetos da Universidade Federal de Minas Gerais.
Collection Name Coleção Entomológica do Museu Nacional do Rio de Janeiro
Specimen preservation methods Alcohol,  Other

Additional Metadata

Este recurso faz parte do projeto Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD). O projeto em questão reúne um conjunto de propostas de pesquisas ecológicas: aborda aspectos genéticos, faunísticos, florísticos, e limnológicos, da biodiversidade, além de elencar questões econômicas, sociais, e conservacionistas, envolvendo educação ambiental. O PELD têm como objetivo geral o desenvolvimento de estudos ecológicos de longa duração voltados ao inventário e propostas de conservação da biodiversidade de grupos de organismos aquáticos e terrestres, considerando-se os processos ecológicos responsáveis pela manutenção desta biodiversidade. Complementarmente, estudos voltados para os aspectos sócio-econômicos da região bem como um programa de educação ambiental foram conduzidos, visando particularmente uma avaliação dos principais impactos antrópicos da bacia, sua discussão com os diferentes segmentos da sociedade, na busca de propostas de solução e subsídios para a conservação e uso sustentável dos recursos naturais da região. “O Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD) representa uma iniciativa pioneira e uma visão estratégica do Governo Federal, ao articular, desde 1999, uma rede de sítios de referência para a pesquisa científica no tema de Ecologia de Ecossistemas. Atualmente, a rede PELD conta com 30 sítios de pesquisa distribuídos em diversos ecossistemas. Contando com um destaque orçamentário específico no Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal desde 2000, o PELD é executado pelo CNPq. Atualmente, conta com apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e de onze Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. A sua estrutura de gestão é estabelecida pela Resolução Normativa nº 23/2011, que define os Comitês Gestor e Científico do Programa e as suas atribuições. São realizadas periodicamente ações de Acompanhamento & Avaliação dos projetos de pesquisa e do Programa, visando uma eficiente gestão do conhecimento gerado, assim como o constante aperfeiçoamento desta importante iniciativa.”(CNPQ)

Purpose Reaproveitamento dos dados por parte de estudantes, pesquisadores, poder público, e a sociedade em geral, para finalidades múltiplas. Compartilhamento de informações biológicas e ecológicas, com o intuito de possibilitar novas análises dos dados por outros pesquisadores, promovendo o desenvolvimento e evolução da ciência. Disseminar conhecimento ecológico, biológico, científico, e histórico. Estimular e promover o senso de importância da área de estudo.
Maintenance Description Quando for necessário
Alternative Identifiers https://ipt.sibbr.gov.br/peld/resource?r=pesqqquisas