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Pesquisas Ecológicas de Longa Duração: Dinâmicas Biológicas e Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica do Médio Rio Doce – MG. Melitofauna

Latest version published by Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr on Aug 21, 2017 Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr

Desenvolvimento de estudos ecológicos de longa duração voltados ao levantamento da Melitofauna em fragmentos florestais da região do Médio Rio Doce, Minas Gerais, Brasil; incluindo estudos com a identificação de fungos em ninhos de abelhas solitárias. Compila dados de 2000 ano a 2005.

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Universidade Federal de Minas Gerais (2017): Pesquisas Ecológicas de Longa Duração: Dinâmicas Biológicas e Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica do Médio Rio Doce – MG. Melitofauna. v1.0. Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr. Dataset/Metadata. https://ipt.sibbr.gov.br/peld/resource?r=pesqqqqquisasq&v=1.0

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Metadata Melitofauna; Inventário; Mata Atlântica; Rio Doce; New Specie; Biodiversidade.

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Diego Pujoni
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Ananda Portela
Graduanda
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Geographic Coverage

Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil. Floresta Estacional Semidecidual Submontana (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, 1991). Floresta Estacional Semidecidual de Terras Baixas. (Oliveira-Filho & Fontes 2000)

Bounding Coordinates South West [-20, -42.9], North East [-19.22, -42.2]

Taxonomic Coverage

Melitofauna relacionada a nível de família, gênero, ou espécie. Fungos identificados foram verificados com a chave de Kurtzman e Fell

Family  Andrenidae,  Apidae,  Colletidae,  Halictidae,  Megachilidae
Genus  Starmerella,  Candida

Temporal Coverage

Start Date / End Date 2000-01-01 / 2005-12-31

Project Data

As abelhas são importantes para a manutenção de ecossistemas terrestres pois são responsáveis por cerca de 70% da polinização de todas as angiospermas (Roubik, 1989). Porém, suas populações são bastante sensíveis a variações ambientais, principalmente se seus locais de nidificação forem de alguma forma alterados. Elas exibem diferentes graus de especialização na coleta de alimento, na escolha de locais para a nidificação e diferentes graus de sociabilidade, o que nos permite discernir claramente entre espécies mais exigentes e espécies mais generalistas, mesmo em áreas mais degradadas. A conversão do pólen em pão de abelha tem sido freqüentemente atribuída ao resultado entre a ação microbiana, principalmente devido à fermentação do ácido lático causado por bactérias e fungos (Gilliam et al. 1989). As maiorias dos estudos existentes sobre esse tema foram realizadas com a abelha exótica Apis mellifera. No Brasil, alguns trabalhos demonstram a importância dessa interação (Rosa et al. 1999, Teixeira et al. 2003, Rosa et al. 2003). Em cada um desses trabalhos, pelo menos uma nova espécie de levedura foi descrita, estando associada ao alimento de abelhas tanto solitárias quanto sociais. A utilização de ninhos armadilha permite a obtenção de informações sobre a diversidade e abundância de espécies que nidificam em cavidades pré-existentes, além da biologia, material de construção e recursos fornecidos para as larvas. Dados que cobrem mais de seis anos são extremamente importantes para teorias de dinâmica de população. Os dados coletados permitem obter informações sobre os recursos utilizados, sua distribuição ao longo do ano, e o grau de especiação de cada espécie de abelha. Segundo Wolda (1983), em regiões tropicais, onde supostamente as condições ambientais são mais estáveis, a ocorrência de grande parte dos grupos de insetos é previsivelmente sazonal. Nessas áreas estrutura do habitat e a fragmentação podem minimizar ou exacerbar os efeitos das modificações sazonais na abundância das espécies. Estudos em longo prazo se fazem necessários para que se conheça a flutuação das populações destes organismos.

Title Dinâmica Biológica e Conservação da Biodiversidade na Mata Atlântica no médio Rio Doce -MG
Identifier PELD site 4
Funding Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Processo 520031/1998-9, Edital 001/1997, Process no. 151016/2002-0 and 62.0477/98-2 Co-financiamento a partir de 2002 pelo Programa PROFIX/CNPq, processo 540552/2001-1 Natural Science and Engineering Research Council of Canada (M.A.L.)
Study Area Description Sítio PELD04: Mata Atlântica e sistema lacustre do Médio Rio Doce. Pertencente à Bacia do Rio Doce. Inclui Parque Estadual do Rio Doce (PERD), e seus entornos. O parque possui uma superfície (ha) de 35.976.43 (Trinta e cinco mil, novecentos e setenta e seis hectares e quarenta e três ares) com perímetro de 120 km. Abrange três municípios sendo que Timóteo detém 14,1% (5085.26 ha), Dionísio 2,6% (93513 há) e Marliéria 83,3% (29956.04 ha). A bacia do rio Doce tem uma área total de aproximadamente 82.000 Km2, dos quais 86% pertencem ao Estado de Minas Gerais, e o restante ao Estado do Espírito Santo. O trecho mineiro do rio Doce é de aproximadamente 608 km. Esse curso d’água nasce num dos contrafortes da Serra do Espinhaço, no município de Ressaquinha, a uma altitude aproximada de 1.220 m s.n m., com o nome de rio Piranga. Conserva esse nome até a confluência com o rio do Carmo, quando passa a denominar-se rio Doce, até desaguar no Oceano Atlântico (CETEC 1983). A bacia hidrográfica do Rio Doce abriga uma população de cerca de 3,1 milhões de pessoas distribuídas em 221 municípios. Originalmente totalmente recoberta com vegetação característica de matas semideciduais ou perenifólias pertencentes ao bioma da Mata Atlântica, possui altíssima riqueza e diversidade biológica, além de abrigar um grande número de espécies de distribuição restrita a esse grande ecossistema (Fonseca, 1997). Atualmente apresenta-se como um mosaico de fragmentos florestais, pastagens, monoculturas de eucaliptos e aglomerações urbanas. Os principais impactos ambientais presentes na bacia são o desmatamento, a mineração e a poluição hídrica por parte de indústrias siderúrgicas (Paula, 1997). A vegetação do parque pode ser considerada do tipo Floresta Estacional Semidecidual Submontana caracterizada por uma percentagem de árvores caducifólias entre 20 e 50% (LOPES, 1998; VELOSO et al., 1991). No entanto, pelo menos 10 categorias vegetacionais podem ser identificadas no Parque do Rio Doce (GILHUIS, 1986): Mata alta primária com epífitas, mata alta, mata média alta com bambuzóides e graminóides, mata média secundária com bambuzóides e graminóides, mata baixa secundária, arvoredo baixo, campo sujo, samambaial, taboal e vegetação de higrófitas. Embora quase todo o parque seja constituído de vegetação em bom estado de preservação, apenas 8,4% da área é considerada mata alta primária (GILHUIS, 1986). Boa parte da vegetação é secundária tendo se desenvolvido após a ocorrência de queimadas, principalmente na década de 60. No entanto, mesmo nestas áreas de desenvolvimento secundário são encontrados indivíduos de diversas espécies que pelo seu grande diâmetro e altura são claramente sobreviventes destes incêndios (LOPES, 1998). O PERD está inserido na unidade geomorfológica caracterizada como Depressão Interplanáltica do Rio Doce, apresentando altitudes que variam de 230 a 515 m, onde prevalecem duas formas de relevo: as colinas, em sua maioria convexas, originadas da dissecação fluvial de superfícies de aplainamento, datadas do Terciário Superior e Pleistoceno, e as planícies (Gilhuis, 1986; SIF 1990a). Uma característica de fundamental importância na delimitação de micro-habitats no PERD é a existência de um sistema de 38 a 44 lagoas. As lagoas são originárias de uma paleodrenagem do Rio Doce, com evolução geomorfológica e biológica particular, ocupando aproximadamente 6% da área total do PERD (CETEC, 1981). O clima do PERD é do tipo Aw, segundo a classificação de Köppen, caracterizando um clima tropical úmido de savana, megatérmico. O regime pluviométrico apresenta uma estação chuvosa e uma estação seca bem definidas, com precipitações variando entre 235 a 9 mm, em dezembro e agosto, respectivamente (SIF, 1990b). A precipitação anual é de 1480 mm e a média da temperatura do ar é de 21,9 ºC com máxima de 40 ºC no verão e mínima de 3 ºC no inverno (Gilhuis, 1986 apud Andrade et al., 1996). Os solos predominantes são aqueles com horizonte B textural e Latossolo B com textura argilosa, álico, distrófico, com acidez de média a alta (CETEC, 1981). O isolamento do Parque torna esta área de extrema importância como banco genético, fonte potencial de informações e fator de manutenção das condições ecológicas da região. Fora dos limites do Parque predomina a vegetação de eucalipto (Eucalyptus sp.), e em pequena escala, áreas de pasto, agricultura e florestas naturais.
Design Description Esse trabalho teve por objetivo o levantamento, em longo prazo, da fauna de abelhas para avaliar sua riqueza e abundância, sua sazonalidade, em diferentes áreas em um grande fragmento de Mata Atlântica de diferentes tamanhos e a verificação da abundância relativa e fenologia, e flores visitadas. Avaliar a riqueza e abundância de espécies de abelhas que ocupam cavidades pré-existentes; Verificar se existe relação entre a diversidade e abundância de abelhas e o tamanho dos fragmentos. Foi avaliada a ocupação de ninhos-armadilha por abelhas e vespas em duas áreas com distintas matrizes de paisagem, no Parque Estadual do Rio Doce, e os microorganismos (leveduras) associados a abelhas que nidificam em cavidades pré-existentes.

The personnel involved in the project:

Principal Investigator
Yasmine Antonini
Principal Investigator
Marc-André Lachance
Principal Investigator
Carlos Rosa
Content Provider
Alexon Lucio
Content Provider
Eva Silva
Content Provider
Renzo Lanza
Content Provider
Margarete Oliveira
Content Provider
Renata Kelly
Content Provider
Pedro Cavalcante
Content Provider
Matheus Madeira

Sampling Methods

Em cada área foram realizadas coletas intensivas e sistemáticas durante 3 dias consecutivos em três etapas de campo: fevereiro, julho e setembro (2002). Abelhas visitando flores foram coletadas ao longo de transectos estabelecidos nas margens de estradas e trilhas (borda e interior), das áreas amostradas. Em cada área foram estabelecidos três pontos amostrais, dispostos 25m um do outro. Em cada ponto amostral foi armada uma armadilha de interceptação de vôo, do tipo Malaise (Townes 1962). As coletas ocorreram entre 9:00 e 17:00 horas, durante três dias consecutivos a cada mês, sendo dois meses na estação seca e dois meses na estação chuvosa. Os indivíduos foram coletados em trilhas tanto no interior quanto na borda das áreas amostradas. Amostras de plantas também foram coletadas para posterior identificação, quando necessário. Em 2001, para aumentar o esforço da coleta, foram colocados 200 ninhos-armadilhas, construídos com nós de bambu com diâmetros variados e amarrados em feixes, em cada uma das áreas amostrais (Vinhático, Lagoa do Meio, e Gambá) Em 2002 também foram instalados 400 ninhos-armadilhas. Os ninhos-armadilha foram construídos com nós de bambu com diâmetros variando de 8 a 2 cm de diâmetro, amarrados em feixes e dispostos a 1 e 4 metros do solo. Estes ninhos foram instalados em três áreas amostrais, nas mesmas áreas e próximos aos pontos onde as armadilhas Malaise foram montadas. Em 2003 os ninhos de bambu foram retirados, e instalados outros ninhos. Os ninhos instalados em 2003 correspondem a cinco blocos (20X20X10 cm) contendo 60 furos de três diâmetros (0.6, 1.4 e 1.0 cm) com 12 cm de profundidade, totalizando 300 ninhos. Em cada furo colocou-se tubos de papel cartão ou de plástico transparente. Um bloco foi instalados em cada ponto de amostragem. Os pontos de amostragem ocorrem em duas áreas distintas, dentro do PERD - Parque Estadual do Rio Doce- (vegetação nativa) e nas áreas externas ao PERD (monocultivo de Eucalyptus sp.) Os ninhos permaneceram até o ano de 2005. Em 2005 foram escolhidos oito pontos de amostragem, totalizando 480 ninhos. Desde 2002, quinzenalmente, os ninhos foram vistoriados para avaliar ocupação. Em 2005, essa vistoria se deu mensalmente. Quando ocupados foram levados ao laboratório e deixados em repouso até o nascimento dos adultos. De 2003 a 2005 foi utilizado o método de iscas de cheiro para atração de abelhas da tribo Euglossini. Em 2004 Coletas com rede entomológica também foram realizadas de forma esporádica. Todas as abelhas coletadas foram levadas ao laboratório, mortas em câmara mortífera, montados em alfinetes e identificados. Em 2004 foi realizada análise de fungos associados às abelhas estudadas. Dos ninhos levados ao laboratório foram retiradas amostras de pólen e de imaturos para o isolamento de microorganismos (fungos e leveduras). Essa etapa foi realizada no laboratório de Ecologia de Leveduras do Departamento de Microbiologia da UFMG. Células de abelhas solitárias foram removidas dos ninhos-armadilha e abertos assepticamente com forceps esterilizados.Foram obtidas nove células de sete ninhos de Megachile sp, e cinco células de três ninhos de C. tarsata. Uma célula de Megachile sp continha um pellet fecal, o qual também foi cultivado. Quatro células continham larvas de Megachile sp. Suas superfícies foram desinfectadas a ethanol 70% por 1 min e homogeneizadas em 1 mL de água esterilizada com um homogeneizador manual. Uma alça do resultado foi espalhada em YM agar (1.0% glicose, 0.5% peptone, 0.3% extrato de malte, 0.3% extrato de fungo, 2.0% agar) e 100mg/L chloramphenicol. Provisões de polen e nectar (0.1 g) de cada célula foram diluídas em 1 ml de água destilada esterilizada e misturadas em vortex por 1 min. Do resultado, uma alça, ou 0.1 ml de sucessivas diluições decimais, foi espalhado em YM agar. Também foi espalhado em YM agar uma alça de pellet fecal. As placas foram encubadas a 22°C por 3-8 dias. As colonias representativas de fungos foram purificadas e mantidas em YM agar, ou nitrogênio líquido. Os fungos foram caracterizados por métodos padrões (Yarrow, D. 1998). Das células já descritas, a região ITS e o domínio divergente D1/D2 da maior subunidade rDNA foi amplificada por PCR. O DNA amplificado foi concentrado e limpo em colunas PCR QIAquick PCR (Qiagen, Mississauga, Ont., Canada), e sequenciado em um sequenciador ABI no John P. Robarts Research Institute, London, Ontario, Canada. As sequencias foram editadas usando o programa DNAMAN versão 4.1 (Lynnon BioSoft, Vaudreuil, QC, Canada). Sequencias existentes de outros fungos foram resguardadas no GenBank.

Study Extent As amostragens das abelhas que nidificam em cavidades pré-existentes foram realizadas com instalações em 3 lagoas dentro do PERD (Parque Estadual do Rio Doce), locais de vegetação nativa, e em três lagoas fora do PERD, locais de monocultivo de Eucalyptus sp. As três áreas escolhidas consistem de três diferentes tipos vegetacionais: mata alta primária, mata alta e mata média secundária. Todas as seis áreas foram amostradas nos mesmos períodos. Foram selecionadas, dentro do Parque, sete áreas: Dom Helvécio, Gambá, Campolina, Lagoa do Meio, Lagoa da Bonita, Restaurante, e Vinhático. Em 2001, também foram amostradas a Entrada e a Casa. Fora do parque, as áreas escolhidas foram: Morro do Gavião, Fazenda Sacramento e Fazenda Macedonia. Na área do Restaurante ocorre mata primária. A Lagoa Dom Helvécio situa-se na porção sul do Parque Estadual do Rio Doce. É a maior lagoa do parque. A mata é caracterizada por uma formação secundaria próxima a área de brejo, possui árvores de portes variados. A orla da Lagoa do Bispo Dom Helvécio é um ecótone abrupto natural, ocorrendo vegetação de borda de mata com vegetação da orla da lagoa. Na orla encontra-se uma população de Byrsonima sericea (conhecida como “murici”). Indivíduos desta espécie de planta possuem altura vaiando entre 10 a 20m e forma de vida heliófila. É uma espécie de ampla distribuição geográfica ocorrendo em ambientes de matas, restinga e até matas ciliares, sendo predominante nas áreas mais ensolaradas e na periferia de Florestas Ombrófilas Densas (Lorenzi 1992). Dentro do parque, é muito comum nas bordas dos lagos (altura entre 5-8m) e em região de mata (altura média de 20m) onde havia antigos escoadouros (baixadas mais úmidas). A mata da Lagoa do Meio é conhecida como mata Tereza. Situa-se na região centro oeste do Parque é considerada mata primária, possui estrato arbóreo bastante descontínuo com árvores muito altas espaçadas e um sub-bosque desenvolvido com muitas taquaras. A área Bonita e Gambá são ambas florestas que se situam ao Sul do Parque. São áreas consideradas de vegetação secundária baixa com predomínio de bambus. A área Bonita situa-se entre a Lagoa Dom Helvécio e a Lagoa Bonita. A Mata do Gambá é baixa e aberta, com fisionomia savanóide. Situa-se entre a Lagoa Dom Helvécio e a Lagoa do Gambá.. A área Vinhático também fica ao Sul do Parque próximo a lagoa Dom. Helvécio, é considerada área de mata secundária alta. A área é de uso intensivo possuindo uma trilha de educação ambiental que recebe anualmente um grande número de visitantes. Diferente das outras áreas que possuem relevo mais suave o Vinhático possui um declive acentuado, mas as coletas foram realizadas no final do declive. A área conhecida como Campolina situa-se na região centro-leste do Parque Estadual do Rio Doce, no município de Marliéria, 19º41’49” S e 42º30’15” W, a 260 m s.n.m.. É característica de mata nativa em avançado estágio de sucessão secundária, bem preservada. Esta área possui grande aporte de serrapilheira, com extrato arbóreo alto e extrato arbustivo de pequeno a médio porte. Nessa área ocorrem figueiras (Ficus sp.) com mais de 20m de altura, com uma mancha relativamente grande de com uma mancha relativamente grande de Heliconia sp. Campolina ocorre mata alta e densa, com dossel mais fechado e os módulos dispersos em uma área maior e mais plana. A fauna dessa localidade situada na parte central do parque, apresenta espécies ameçadas como Amazona farinosa (Papagaio-moleiro) e Brachyteles hypoxanthus (muriqui), e a maior parte da formação arbórea possui dossel com altura acima de 25m. O fragmento florestal conhecido como Morro do Gavião, é uma mata de aproximadamente 140 ha, distante aproximadamente 2Km do Parque Estadual do Rio Doce.O remanescente de mata conhecido como Morro do Gavião situa-se no município de Dionísio, 19º50’03” S e 42º33’07”W, a 586 m s.n.m., ao Norte do Parque Estadual do Rio Doce. Ele é de propriedade da Companhia Agroflorestal Santa Bárbara (CAF), que preserva a área tendo o apoio do IEF. A floresta localiza-se em um topo de morro com terreno bem irregular, e alguns locais mais planos. Ela é rodeada por reflorestamentos de eucalipto, lagoas, bateria de carvão e não apresenta conexão com outros remanescentes. Há sinais de exploração seletiva de madeira na mata, vestígios de queimadas. A área de mata da Fazenda Sacramento localiza-se no município de Pingo d’água, 19º43’30,6” S e 42º25’34,6” W, em uma altitude de 259 m.s.n.m., a Leste do Parque Estadual do Rio Doce. Ela constitui Reserva Natural Permanente, Lei municipal Nº 091/99 e pertence à Área de Proteção Ambiental do Município de Pingo d’água, regulamentada pelo Decreto Nº 028/2001 de 07 de Agosto de 2001, cujo zoneamento já encontra-se estabelecido e cuja administração e fiscalização são exercidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente do município, assessorado pelo CODEMA da região. No entorno da mata foram observados plantios de milho, pasto e reflorestamentos. Existem sinais de corte seletivo de madeira na floresta. A Fazenda Macedônia localiza-se na margem direita do Rio Doce, nos municípios de Bugre e Ipaba, 19º21’37” S e 42º23’34” W, a 222 m s.n.m., a Nordeste do Parque Estadual do Rio Doce. A fazenda tem uma área aproximada de 3.000 hectares e pertence à companhia Celulose Nipo-Brasileira S. A (CENIBRA). Parte desta área (cerca de 560 ha) constitui Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, Decreto Federal 98.914 de 31/10/90, Portaria IBAMA 111-N de 14/10/94. Na Fazenda Macedônia são desenvolvidos diversos projetos em parceria com prefeituras, organizações não-governamentais e universidades: reflorestamento com eucalipto, agricultura social, plantio de matas ciliares ao longo do Rio Doce, educação ambiental através de palestras e trilhas interpretativas no interior da mata e projeto de reintrodução de aves silvestres ameaçadas de extinção (Projeto Mutum).
Quality Control Foi calculado o índice de diversidade Shannon-Wienner para cada ano amostrado, e a similaridade entre os anos pelo índice de Sorensen. O tesque Q de Cochran (Zar 1998) foi utilizado para avaliar a sazonalidade na ocorrência das espécies. Foi usado o estimador de Jack-Knife para avaliar possíveis diferenças entre os resultados observados e esperados na riqueza em espécies de abelhas. Foi usado o programa de computador YEASTCOMPARE, que compara as características nutricionais de fungos conhecidos. O algoritmo Clustal W provido pelo pacote DNAMAN foi usado para alinhar as sequências e para construir árvores com 1000 interações. Quanto às armadilhas, Malaise (TOWNES, 1962) é uma armadilha de interceptação de vôo para insetos, que possuem a qualidade de não ser muito seletiva, já que não usam nenhuma substância ou estrutura de atração. Além disso, ela é fácil de montar, têm baixo custo, possibilitam a captura de insetos voadores durante todo tempo e dispensam coletores durante uma semana ou mais (Campos et al. 2000). A eficiência da armadilha depende do ambiente, como por exemplo, diferentes tipos de vegetação, e da época do ano, acompanhando, portanto, um processo sazonal (Pinheiro et al 2002). A Malaise apresenta diferentes resultados de coletas de ordens de insetos. Quando comparada a uma armadilha de atração de luz, mostrou-se similar na porcentagem de espécies de macrolepidópteras total por família, mas mostrou-se diferente na porcentagem de abundância total (Butler 1999). Ao ser comparada na eficiência de besouros coletados, a Malaise foi mais afetada por fatores abióticos externos e precipitação do que fotoeclectores no solo (Majzlan 1997). De uma forma geral, Malaise em diferentes ambientes se mostra bastante eficiente na coleta de Diptera e Hymenoptera (Kitching et al). Em se tratando de Dipteras, e comparadas às armadilhas do tipo Malaise, as coletas com rede entomológica, tendem a super-representar certas famílias (e.g. Syrphidae) e sub-representar outras (e.g. Stratiomyidae).

Method step description:

  1. Como o número de meses de amostragem não foi o mesmo para todos anos, o número de indivíduos e espécies foi dividido pelo número de meses para padronizar as análises.

Additional Metadata

Este recurso faz parte do projeto Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD). O projeto em questão reúne um conjunto de propostas de pesquisas ecológicas: aborda aspectos genéticos, faunísticos, florísticos, e limnológicos, da biodiversidade, além de elencar questões econômicas, sociais, e conservacionistas, envolvendo educação ambiental. O PELD têm como objetivo geral o desenvolvimento de estudos ecológicos de longa duração voltados ao inventário e propostas de conservação da biodiversidade de grupos de organismos aquáticos e terrestres, considerando-se os processos ecológicos responsáveis pela manutenção desta biodiversidade. Complementarmente, estudos voltados para os aspectos sócio-econômicos da região bem como um programa de educação ambiental foram conduzidos, visando particularmente uma avaliação dos principais impactos antrópicos da bacia, sua discussão com os diferentes segmentos da sociedade, na busca de propostas de solução e subsídios para a conservação e uso sustentável dos recursos naturais da região. “O Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD) representa uma iniciativa pioneira e uma visão estratégica do Governo Federal, ao articular, desde 1999, uma rede de sítios de referência para a pesquisa científica no tema de Ecologia de Ecossistemas. Atualmente, a rede PELD conta com 30 sítios de pesquisa distribuídos em diversos ecossistemas. Contando com um destaque orçamentário específico no Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal desde 2000, o PELD é executado pelo CNPq. Atualmente, conta com apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e de onze Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. A sua estrutura de gestão é estabelecida pela Resolução Normativa nº 23/2011, que define os Comitês Gestor e Científico do Programa e as suas atribuições. São realizadas periodicamente ações de Acompanhamento & Avaliação dos projetos de pesquisa e do Programa, visando uma eficiente gestão do conhecimento gerado, assim como o constante aperfeiçoamento desta importante iniciativa.”(CNPQ)

Purpose Reaproveitamento dos dados por parte de estudantes, pesquisadores, poder público, e a sociedade em geral, para finalidades múltiplas. Compartilhamento de informações biológicas e ecológicas, com o intuito de possibilitar novas análises dos dados por outros pesquisadores, promovendo o desenvolvimento e evolução da ciência. Disseminar conhecimento ecológico, biológico, científico, e histórico. Estimular e promover o senso de importância da área de estudo.
Maintenance Description Quando for necessário
Alternative Identifiers https://ipt.sibbr.gov.br/peld/resource?r=pesqqqqquisasq