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Pesquisas Ecológicas de Longa Duração: Dinâmicas Biológicas e Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica do Médio Rio Doce – MG. Mastofauna.

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Desenvolvimento de estudos ecológicos de longa duração voltados a diversidade espaço-temporal de mamíferos de pequeno porte, e inventário de onças e demais mastofauna, no Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil. Compila dados de 2000 a 2006.

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Universidade Federal de Minas Gerais (2017): Pesquisas Ecológicas de Longa Duração: Dinâmicas Biológicas e Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica do Médio Rio Doce – MG. Mastofauna.. v1.0. Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr. Dataset/Metadata. https://ipt.sibbr.gov.br/peld/resource?r=pesqqqqqqquisas&v=1.0

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Metadata Mamíferos; Mata Atlântica; Inventário; Rio Doce; Biodiversidade.

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Diego Pujoni
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Ananda Portela
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Geographic Coverage

Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil. Floresta Estacional Semidecidual Submontana (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, 1991). Floresta Estacional Semidecidual de Terras Baixas. (Oliveira-Filho & Fontes 2000)

Bounding Coordinates South West [-20, -42.9], North East [-19.22, -42.2]

Taxonomic Coverage

Pequenos mamíferos identificados a nível de gênero ou espécie. Onças e primatas identificadas a nível de espécie. Demais mamíferos, aves, e répteis, identificados até o nível taxonômico mais próximo possível.

Superorder  Xenarthra
Order  Artiodactyla,  Carnivora,  Chiroptera,  Didelphimorpha,  Lagomorpha,  Perissodactyla,  Rodentia,  Ciconiformes,  Columbiformes,  Galiiformes,  Gruiformes,  Passeriformes,  Tinamiformes,  Squamata
Family  Atelidae,  Cebidae

Temporal Coverage

Start Date / End Date 2000-01-01 / 2006-12-31

Project Data

Ecossistemas florestais sujeitos a altos níveis de fragmentação e de isolamento dos remanescentes, particularmente aqueles originalmente ricos em espécies locais e regionalmente, como é o caso da Mata Atlântica do Vale do Rio Doce, estão especialmente susceptíveis a um processo severo de erosão de biodiversidade. Os altos níveis de endemismo freqüentemente registrados nesse bioma agravam a situação, dado que espécies raras ou de distribuição restrita, além daquelas consideradas como predadoras de topo, tendem a ser eliminadas com maior facilidade como conseqüência da redução do hábitat disponível. Hairston et al. (1960) propuseram um modelo, para interações tróficas, chamado hoje como a Hipótese do Mundo Verde (ou em inglês “Green World Hypothesis”). Neste modelo, o mundo é “verde” por causa das ações reguladoras de predadores sobre os herbívoros. Embora este modelo tenha sido difícil de testar dada a escala espaço-temporal, no qual os efeitos da predação normalmente são observados, recentemente um estudo conduzido nos neotrópicos demonstrou que a falta de predadores de fato causa impactos negativos afetando vários níveis tróficos (Fonseca & Robinson, 1990, Terborgh et al., 2001). Por isso, estudos relacionados a predadores como a onça pintada, o maior felino das Américas (Sunquist & Sunquist, 2002), são de fundamental importância no planejamento conservacionista. A onça pintada é possivelmente: uma espécie paisagem (landscape species), guarda-chuva (umbrella species), bandeira (flagship species), chave (keystone species) e um predador tôpo de cadeia (top predator) (Coppolillo et al., 2003, Ortega-Huerta & Medley, 1999, veja Roberge & Angelstam, 2004, veja Caro et al., 2004, Terborgh et al., 2001, Miller et al., 2001). Para conservar a onça pintada, primeiro é necessário determinar as informações mais importantes sobre a espécie, como estimativas confiáveis de abundância. O Parque Estadual do Rio Doce (PERD), assim como a Estação Biológica de Caratinga (EBC), áreas situadas na região da Mata Atlântica no estado de Minas Gerais e abrangidas pelo Vale do Rio Doce, têm sido objeto de várias pesquisas de curta e média duração (até 18 meses de monitoramento contínuo) enfocando as comunidades de pequenos mamíferos. Esses estudos tratam de aspectos ligados à composição e estruturação de comunidades, além de parâmetros populacionais de algumas das espécies mais abundantes (Fonseca & Kierulff, 1989; Stallings, 1989; Fonseca & Robinson, 1990; Stallings et al., 1990a e 1990b; Grelle, 1996; Fonseca, 1997). Outros estudos na mesma região têm também acrescentado informações relativas à variação espaço-temporal de comunidades e populações de roedores e marsupiais, além de dados sobre a composição da mastofauna abrangendo diversas ordens (Hermann, 1991; Aguiar, 1994; Costa & Fonseca, 1995; Grelle et al., 1996), incluindo predadores de grande porte e mamíferos semi-aquáticos. A composição das comunidades se mostra bastante variável entre localidades (i.e., a região também apresenta alta diversidade beta para mamíferos). Muitos desses estudos também corroboram o elevado nível de endemismo. Embora algumas dessas variações, particularmente em nível das comunidades locais, possam ser parcialmente atribuídas a diferenças em parâmetros ligados à estrutura e complexidade dos hábitats (Stallings, 1989; Fonseca & Robinson, 1990), as influências de variáveis que operam na escala da paisagem, com repercussões para a mastofauna, só podem ser identificadas em estudos de longa duração. Atualmente, estão sendo desenvolvidas abordagens inovadoras, já que a proteção da biodiversidade a longo prazo requer a compatibilização entre conservação e desenvolvimento sustentado, envolvendo o tripé Biologia da Conservação, Sociedade e Economia. Isto conduz a práticas que incluem o manejo de zonas-tampão (“buffer-zones”) e criação de corredores, e que possam converter as atuais ilhas da mata em corredores ecológicos, através da conexão de áreas protegidas e de fragmentos de mata isolados. com o aumento da conectividade das Unidades de Conservação existentes e dos fragmentos de mata sem proteção legal, entre si e uns com os outros, as populações de primatas deixarão de viver em ‘ilhas’ e terão seu fluxo gênico aumentado pelo processo de emigração/imigração através dos ‘corredores’ (Fonseca, 1983a; Soulé, 1987; Ayres et al., 1997; de Paula et al., 1997). A contribuição deste último tipo de abordagem para a conservação as espécies de primatas no bioma Mata Atlântica, praticamente todo fragmentado, será de fundamental importância. A partir daí, tornar-se-á possível planejar estratégias de conservação tanto dos fragmentos de mata quanto das populações de primatas, principalmente de espécies ameaçadas de extinção. isto servirá de freio para o aumento indesejado da homozigose e como impulso na taxa de sobrevivência, evitando ou pelo menos retardando a extinção local de várias populações de primatas existentes na Mata Atlântica.

Title Dinâmica Biológica e Conservação da Biodiversidade na Mata Atlântica no médio Rio Doce -MG
Identifier PELD site 4
Funding Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Processo mãe 520031/1998-9, Edital 001/1997.
Study Area Description Sítio PELD04: Mata Atlântica e sistema lacustre do Médio Rio Doce. Pertencente à Bacia do Rio Doce. Inclui Parque Estadual do Rio Doce (PERD), e seus entornos. Desde o século passado, toda a região conhecida como ‘Vale do Aço’ vem passando por vários ciclos econômicos sucessivos, começando pela mineração do ouro e outros metais, cultivo do café e cana-de-açúcar, criação de gado, até o estágio atual das indústrias mineradoras e siderúrgicas de grande porte (Mannesmann, Belgo-Mineira, Usiminas e Acesita). Isto resultou, por um lado, na devastação de enormes áreas da Mata Atlântica que cobria, praticamente, toda a superfície desta região e, pelo outro, na gradativa depauperação do solo (Saint-Hilaire, 1972; von Spix & von Martius; Fonseca, 1985; Dean, 1995; de Paula et al, 1997). Hoje, resta um grande número de remanescentes florestais de tamanho médio a pequeno, estimado em mais de 7.000 (Fundação SOS Mata Atlântica, 1995). Uma parte destes remanescentes encontra-se dispersa entre as vastas regiões com monocultura de Eucalyptus spp. e café, e a outra parte, a grande maioria, está situada ao longo das cadeias da Serra do Espinhaço (lado oeste) e da Serra da Mantiqueira (lado leste), em lugares não adequados e pouco acessíveis para atividades econômicas devido a sua topografia acidentada (Consórcio Mata Atlântica, 1992, a e b). São, justamente, nestas duas categorias de remanescentes florestais que ainda ocorrem populações naturais de primatas (Mittermeier et al., 1998; Hirsch et al., 1996). O Parque Estadual do Rio Doce possui uma superfície (ha) de 35.976.43 (Trinta e cinco mil, novecentos e setenta e seis hectares e quarenta e três ares) com perímetro de 120 km. Abrange três municípios sendo que Timóteo detém 14,1% (5085.26 ha), Dionísio 2,6% (93513 há) e Marliéria 83,3% (29956.04 ha). A bacia do rio Doce tem uma área total de aproximadamente 82.000 Km2, dos quais 86% pertencem ao Estado de Minas Gerais, e o restante ao Estado do Espírito Santo. O trecho mineiro do rio Doce é de aproximadamente 608 km. Esse curso d’água nasce num dos contrafortes da Serra do Espinhaço, no município de Ressaquinha, a uma altitude aproximada de 1.220 m s.n m., com o nome de rio Piranga. Conserva esse nome até a confluência com o rio do Carmo, quando passa a denominar-se rio Doce, até desaguar no Oceano Atlântico (CETEC 1983). A bacia hidrográfica do Rio Doce abriga uma população de cerca de 3,1 milhões de pessoas distribuídas em 221 municípios. Originalmente totalmente recoberta com vegetação característica de matas semideciduais ou perenifólias pertencentes ao bioma da Mata Atlântica, possui altíssima riqueza e diversidade biológica, além de abrigar um grande número de espécies de distribuição restrita a esse grande ecossistema (Fonseca, 1997). Atualmente apresenta-se como um mosaico de fragmentos florestais, pastagens, monoculturas de eucaliptos e aglomerações urbanas. Os principais impactos ambientais presentes na bacia são o desmatamento, a mineração e a poluição hídrica por parte de indústrias siderúrgicas (Paula, 1997). A vegetação do parque pode ser considerada do tipo Floresta Estacional Semidecidual Submontana caracterizada por uma percentagem de árvores caducifólias entre 20 e 50% (LOPES, 1998; VELOSO et al., 1991). No entanto, pelo menos 10 categorias vegetacionais podem ser identificadas no Parque do Rio Doce (GILHUIS, 1986): Mata alta primária com epífitas, mata alta, mata média alta com bambuzóides e graminóides, mata média secundária com bambuzóides e graminóides, mata baixa secundária, arvoredo baixo, campo sujo, samambaial, taboal e vegetação de higrófitas. Embora quase todo o parque seja constituído de vegetação em bom estado de preservação, apenas 8,4% da área é considerada mata alta primária (GILHUIS, 1986). Boa parte da vegetação é secundária tendo se desenvolvido após a ocorrência de queimadas, principalmente na década de 60. No entanto, mesmo nestas áreas de desenvolvimento secundário são encontrados indivíduos de diversas espécies que pelo seu grande diâmetro e altura são claramente sobreviventes destes incêndios (LOPES, 1998). O PERD está inserido na unidade geomorfológica caracterizada como Depressão Interplanáltica do Rio Doce, apresentando altitudes que variam de 230 a 515 m, onde prevalecem duas formas de relevo: as colinas, em sua maioria convexas, originadas da dissecação fluvial de superfícies de aplainamento, datadas do Terciário Superior e Pleistoceno, e as planícies (Gilhuis, 1986; SIF 1990a). Uma característica de fundamental importância na delimitação de micro-habitats no PERD é a existência de um sistema de 38 a 44 lagoas. As lagoas são originárias de uma paleodrenagem do Rio Doce, com evolução geomorfológica e biológica particular, ocupando aproximadamente 6% da área total do PERD (CETEC, 1981). O clima do PERD é do tipo Aw, segundo a classificação de Köppen, caracterizando um clima tropical úmido de savana, megatérmico. O regime pluviométrico apresenta uma estação chuvosa e uma estação seca bem definidas, com precipitações variando entre 235 a 9 mm, em dezembro e agosto, respectivamente (SIF, 1990b). A precipitação anual é de 1480 mm e a média da temperatura do ar é de 21,9 ºC com máxima de 40 ºC no verão e mínima de 3 ºC no inverno (Gilhuis, 1986 apud Andrade et al., 1996). Os solos predominantes são aqueles com horizonte B textural e Latossolo B com textura argilosa, álico, distrófico, com acidez de média a alta (CETEC, 1981). O isolamento do Parque torna esta área de extrema importância como banco genético, fonte potencial de informações e fator de manutenção das condições ecológicas da região. Fora dos limites do Parque predomina a vegetação de eucalipto (Eucalyptus sp.), e em pequena escala, áreas de pasto, agricultura e florestas naturais.
Design Description O recurso possui objetivos de analisar a base de dados previamente existente sobre a diversidade de pequenos mamíferos no Parque Estadual do Rio Doce (PERD); reinventariar e monitorar a fauna de pequenos mamíferos do PERD; Formar uma base de dados que possa gerar subsídios e corroborar para estudos futuros sobre a fauna da Mata Atlântica em especial atenção ao PERD, frente a pressão antrópica sobre ela exercida, e para sua conservação; avaliar o atual estado de conservação das espécies de primatas em fragmentos de mata e unidades de conservação existente na Bacia do Rio Doce, através de parâmetros como riqueza de espécies, densidade de grupos e distribuição geográfica; levantar o estado de conservação dos fragmentos de mata, através de parâmetros como atividade econômica predominante no município, tamanho do fragmento de mata e variáveis estruturais do habitat (feito em 2001); Em 2005, o recurso propôs dois novos objetivos: estimar a abundância de onça pintada (Panthera onca) com a finalidade de estimular e justificar planos e estratégias que assegurem a sobrevivência da espécie na região do Médio Rio Doce; iniciar uma base de dados com os registros das outras espécies de médio e grande porte que venham a ser fotografadas pelas câmeras.

The personnel involved in the project:

Principal Investigator
Gustavo Fonseca
Content Provider
Adriano Paglia
Content Provider
Leonardo Viana
Content Provider
Heitor Cunha
Content Provider
Aírton Moura Jr.
Content Provider
Raphael Diniz
Content Provider
Guilherme Corrêa
Content Provider
Josimar Gomes

Sampling Methods

PRIMATAS Avaliou-se a qualidade do habitat através do Método do Transecto com Amostragem por Pontos -MTAP. Em cada fragmento foram realizados seis pontos amostrais, distanciados 300 m um do outro e tendo cada ponto 6mde raio ou 113,1m² de área amostrada, onde foi avaliado um conjunto de 36 variáveis ambientais (Whitten, 1982; August, 1983; Hirsch, 1995; Hirch et al., 1996) Os parâmetros referentes às espécies de primatas foram obtidos através da realização de censos ‘em varredura’, sessões de ‘play-back’ e entrevistas com os moroadores locais. Os censos ‘em varredura’ foram realizados por três observadores, percorrendo a mata simultânea e paralelamente, distantes 100m um do outro, com direção fixada pela bússola, conforme as regras da metodologia clássica (Buckland et al., 1993; Laake et al., 1994). As sessões de ‘play-back’ foram realizadas para detectar as espécies tipicamente vocalizadoras, como Callithrix spp (saguis), Callicebus personatus ssp (sauá), e Alouatta sp. (bugios), conforme descrito na literatura (Pinto, 1994; Hirsch et al., 1996). As entrevistas foram aplicadas aos moradores das proximidades de cada remanescente de mata estudado, a respeito das possíveis espécies ocorrentes na região dos vales do Rio Doce, Manhaçu e Piracicaba. PEQUENOS MAMÍFEROS Antes da implementação das coletas em campo foram analisados os trabalhos de coletas sistemáticas realizados por Stallings (1989); Fonseca (1997) e Grelle (1996), com o objetivo de se comparar a fauna registrada no passado com a fauna atual, dentroda perspectiva de estudos de longo prazo. Foram revisados os epécimens taxidermizados depositados na Coleção de Referência do Laboratório de Mastozoologia da UFMG para uma posterior comparação com os indivíduos que foram coletados no desenvolvimento do trabalho. Na Campolina e no Vinhático, foram abertos três transectos lineares paralelos de 300m de comprimento, eqüidistantes 100 metros. Em cada transecto foram montados 15 postos de captura, distanciados 20 metros entre si. Cada ponto foi guarnecido com duas armadilhas de tamanhos diferentes: uma do tipo Tomahawk (40cm x 13cm x 13cm) e outra do tipo Sherman (23cm x 8cm x 8cm), dispostas alternadamente sobre o solo e no estrato inferior, presas em troncos ou cipós numa altura média de 1,5m. No Morro do Gavião foram abertos dois transectos com 15 postos de captura cada uma, em cada posto foram instaladas duas armadilhas de captura viva do tipo Tomahawk a cada 20m. As coletas foram realizadas bimestralmente entre os meses de novembro de 2000 a outubro de 2006, por cinco noites consecutivas cada mês. Ao todo foram 1800 armadilhas bimestrais em 2000, sendo 900 na trilha do Vinhático e 900 na mata Campolina, e posteriormente incluiu-se mais 600 armadilhas bimestrais no Morro do Gavião. Dos indivíduos capturados foram anotadas as seguintes informações: espécie, localização espacial (área, transecto, estação, tipo de armadilha em que foi capturado, estrato terrestre ou média altura), dados individuais (características, dados reprodutivos, sexo, peso) e medidas morfológicas. Os indivíduos foram marcados através de anilhas numeradas e soltos no próprio posto de coleta. Para a montagem da Coleção Testemunho alguns indivíduos de cada espécie coletada foram sacrificados, taxidermizados e depositados na Coleção de Referência do Laboratório de Mastozoologia do Departamento de Zoologia da UFMG. De tais indivíduos, em 2000 foi retirado material biológico em suspensão celular para contagem do número de cromossomos e análises citogenéticas, informações que auxiliam na correta identificação da espécie. A análise do cariótipo foi realizada através da técnica de extração de medula óssea, retirada do fêmur, para a preparação da suspensão celular. Após a extração e fixação do material, foram confeccionadas duas lâminas para cada espécime e estas foram analisadas. O número de metáfase por lâmina foi superior a trinta; encontrando-se cromossomos distendidos e individualizados na maioria dos núcleos metafásicos. Após as análises, as melhores metáfases foram fotografadas em microscópio Carl zeiss (modelo 62063), em aumento de 1250 e 2000 vezes. MONITORAMENTO DE ONÇAS E DEMAIS MAMÍFEROS No Parque Estadual do Rio Doce, foram instaladas vinte estações de coleta, cada uma com um par de câmeras posicionadas uma de frente para a outra. As estações foram colocadas entre 2,52 km a 3,2 km de distância entre elas. Nosso desenho experimental teve como alvo amostrar uma área de 100 km2, tendo como referência o padrão para estudos recentemente feitos na Bolívia para onça pintada (Maffei et al., 2004). O estudo durou de junho de 2004 a outubro de 2005. O maior esforço amostral foi feito durante dois períodos de 2005: de fevereiro a abril -estação chuvosa -, e agosto a outubro -estação seca-. Cada período equivale a cerca de 1.100 armadilhas/noite. Todas as fotos obtidas através das armadilhas fotográficas foram analisadas com uma lupa comum para verificar a presença de indivíduos e identificá-los ao nível de espécie. Após esta verificação, as fotos de P. onca foram analisadas comparativamente para discernir entre diferentes indivíduos. Os registros de onça pintada, ambas capturas e re-capturas foram analisados através do programa CAPTURE (Otis et al. 1978; Rexstad & Burnham, 1991,) para gerar estimativas de abundância.

Study Extent Para o Estudo dos primatas, foram investigados 45 fragmentos de mata e UCs, abrangendo mais de 30 municípios da região ‘Vale do Aço’, na Bacia do Rio Doce. Locais de fragmentos de mata com produção de café e agropecuária: Fazenda Esmeralda (40ha.), Rio Casca - MG; Fazenda Ponte de Pedra (35ha), Caratinga - MG; Mata da Prefeitura (305 ha), Ipanema - MG; Matãozinho (39,3 ha), Caratinga - MG; Rio Manhaçu (47,8 ha), Ipanema - MG; Fazenda Salin (110 ha), Entre-Folhas. Locais de fragmentos de mata com plantação de eucalipto e produção de carvão: Fazenda B.V. de Minas (58,3 ha), Mariléria - MG; Fazenda Jacroá (133 ha), Mariléria - MG; Fazenda Posse (52 ha), Dionísio - MG; Fazenda Saet (196,5 ha), Bom Jesu do Galho -MG; Fazenda Santa Luzia (2593,2 ha), Sobrália; Lagoa das Piabas (199 ha), Corrego Novo - MG; Morro do Gavião (141 ha), Dionísio - MG; Fazenda córrego de Areia (449 ha), Peçcanha; Fazenda do Eraldo Alves (17 ha), Pingo D’água; Locais de Fragmentos de mata em Unidades de Conservação: Parque Estadal do Rio Doce (IEF-MG), Estação Biológica de Caratinga (FBNC), RPPN Fazenda Macedônia (Cenibra), Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti (CEMIG), RPPN Santuário do Caraça (Fundação Biodiversitas), RPPN Belgo-Mineira (Belgo-Mineira-Siderurgia), Parque Estadual do Itacolomi (IEF-MG), Parque Estadual Sete Salões. Locais de fragmento de mata possuindo atividade de mineração e plantação de eucalipto: Fazenda Pau de Angu (275 há), Itabira – MG; Fazenda Estiva (906 ha), Conceição do Mato Dentro; Fazenda Paica (997 ha), Sabinópolis; “O Parque Estadual do Itacolomi, localizado nos municípios de Mariana e Ouro Preto, na região sudeste de Minas Gerais, a 100 quilômetros da Capital. O Parque possui uma área de 7.543 hectares de matas onde predominam as quaresmeiras e candeias ao longo dos rios e córregos. Nas partes mais elevadas, aparecem os campos de altitude com afloramentos rochosos, onde se destacam as gramíneas e canelas de emas. Abriga muitas nascentes, escondidas nas matas, que deságuam, em sua maioria, no rio Gualaxo do Sul, afluente do rio Doce. Os mais importantes são os córregos do Manso, dos Prazeres, Domingos e do Benedito, o rio Acima e o ribeirão Belchior. Diversas espécies de animais raros e ameaçados de extinção podem ser encontrados na unidade de conservação, como o lobo guará, a ave-pavó, a onça parda e o andorinhão de coleira (ave migratória). Também podem ser vistas espécies de macacos, micos, tatus, pacas, capivaras e gatos mouriscos. Levantamentos identificaram mais de 200 espécies de aves, como jacus, siriemas e beija-flores.” (IEF) “A Reserva Particular do Patrimônio Natural – Santuário do Caraça é uma Unidade de Conservação de âmbito federal, gravada com perpetuidade, através da Portaria do IBAMA, nº 32, de 20 de março de 1994. Possui 10.187,89 hectares de áreas preservadas. A Serra do Caraça abriga uma avifauna com a presença de táxons típicos da Mata Atlântica e dos campos rupestres (Stattersfield et al. 1998, Vasconcelos & Melo-Júnior 2001), sendo considerada uma área importante para a conservação das aves da Mata Atlântica (Bencke et al. 2006). Vale ressaltar que a região também está inserida em uma área prioritária para a conservação da biodiversidade em Minas Gerais (Quadrilátero Ferrífero) na mais elevada categoria de importância biológica (especial), devido à alta riqueza de vertebrados, incluindo as aves (Drummond et al. 2005). A Reserva também integra a área destinada às Reservas da Biosfera da Serra do Espinhaço e da Mata Atlântica, reconhecidas pela UNESCO em 2005. Ademais, está inscrito na Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte (APA Sul – RMBH) e é um dos divisores da bacia hidrográfica do Rio Doce. A área da RPPNSC tem definido seus limites por um sistema de águas vertentes e constitui-se de duas bacias fechadas, a do Ribeirão Caraça e a do Córrego Capivarí. A Serra do Caraça situa-se em uma região de transição entre os domínios do Cerrado e da Mata Atlântica. Na RPPN Santuário do Caraça existem duas formações vegetais básicas, que são as campestres e as florestais. A Serra do Caraça, composta essencialmente por quartzitos, localiza-se no Quadrilátero Ferrífero, porção sul, constituindo as mais elevadas altitudes dessa região. Dentre os picos mais elevados destaca-se o Pico do Sol com 2.072 m de altitude, seguido do Pico do Inficionado, com 2.068 m de altitude. Nesta litologia e altitude adversa desenvolvem-se grandes abismos e cavidades.“ (Santuário do Caraça, Província Brasileira da Congregação da Missão) O Parque Estadual Sete Salões foi criado em 1988. Abrange uma área estimada em 12.520,90 hectares, nos municípios de Conselheiro Pena (4.835,46 hectares), Itueta (297,16 hectares), Resplendor (4.200,65 hectares) e Santa Rita do Itueto (3.187,63 hectares) (Decreto 39908). ‘Caracteriza-se por ser importante remanescente de Mata Atlântica associada a formações de campos rupestres e florestas de candeias. A vegetação predominante consiste em campos rupestres, entremeada (nos vales) por florestas semidecíduas estacionais. O ponto culminante do parque é o pico Sete Salões, com 1135 metros de altitude’ (IEF).O solo é predominantemente arenoso, destacando-se numerosos afloramentos quartzíticos de dimensões variadas. A Estação Biológica de Caratinga (EBC) 19º50’S 41º50’W, Minas Gerais, Brasil, foi instituído em 1983. Ocupa uma área de 1200 ha. É atualmente administrada pela Fundação Biodiversitas para a Conservação da Biodiversidade. Compreende uma fazenda às margens do Rio Munhaçu. Nesta fazenda vem sendo praticadas culturas de café, cana de açúcar, e criação extensiva de gado bovino. O Parque Estadual do Rio Doce (PERD) 19º41’ - 19º30’S 42º38’ - 48º28’W, Minas Gerais, Brasil, foi instituído em 1944. Está sob administração do Instituto Estadual de Florestas -IEF MG-, desde 1962. Abrange 35.973 hectares de Floresta Estacional Semidecidual Submontana. Compreende florestas secundárias e primárias. Constitui-se na maior ‘ilha’ de Mata Atlântica do Estado de Minas Gerais, com 36113,6 ha. Praticamente cercada por plantações de Eucalyptus spp. Ao norte, delimitada por áreas urbanas onde se localizam plantas siderúrgicas, denominada região ‘Vale do Aço’. A Fazenda Macedônia localiza-se na margem direita do Rio Doce, nos municípios de Bugre e Ipaba, 19º21’37” S e 42º23’34” W, a 222 m s.n.m., a Nordeste do Parque Estadual do Rio Doce. A fazenda tem uma área aproximada de 3.000 hectares e pertence à companhia Celulose Nipo-Brasileira S. A (CENIBRA). Parte desta área (cerca de 560 ha) constitui Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, Decreto Federal 98.914 de 31/10/90, Portaria IBAMA 111-N de 14/10/94. Na Fazenda Macedônia são desenvolvidos diversos projetos em parceria com prefeituras, organizações não-governamentais e universidades: reflorestamento com eucalipto, agricultura social, plantio de matas ciliares ao longo do Rio Doce, educação ambiental através de palestras e trilhas interpretativas no interior da mata e projeto de reintrodução de aves silvestres ameaçadas de extinção (Projeto Mutum). Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti – EPDA Peti, localizada na região metalúrgica de Minas Gerais, nos municípios de Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo, MG, entre as coordenadas 43°20’51’’ e 43°23’28’’ W e 10°52’23’’ e 19°54’27’’S. A área da Estação é de 1374 hectares. A Estação situa-se próxima à vertente leste da cadeia do Espinhaço, junto a tributários do rio Doce, com altitudes que variam de 630 a 880m (Nunes & Pedralli, 1995). O clima, pela classificação de Köppen, é do tipo Cwb – tropical de altitude, com verões frescos e estação seca bem definida, sendo os meses de outubro a março úmidos e os de maio a setembro, relativamente secos (Antunes, 1986). O solo é classificado como latossolo vermelho amarelo com textura argilosa, afloramentos de rocha e cambissolo e solos litólicos de textura arenosa cascalhenta (CETEC, 1989). CETEC (1987) compila várias informações dos diferentes autores para a cobertura vegetal primitiva da bacia do rio Doce e conclui que na EPDA-Peti ocorrem fisionomias semelhantes à Mata Atlântica, Cerrados e Campos Rupestres. Para o estudo de pequenos mamíferos, no Parque Estadual do Rio Doce, foram definidas duas áreas amostrais: Vinhático e Campolina. Em 2006 uma nova área de coleta foi acrescentada, o Morro do Gavião. A área Vinhático fica ao Sul do Parque próximo a lagoa Dom. Helvécio, é considerada área de mata secundária alta. A área é de uso intensivo possuindo uma trilha de educação ambiental que recebe anualmente um grande número de visitantes. Diferente das outras áreas que possuem relevo mais suave o Vinhático possui um declive acentuado, mas as coletas foram realizadas no final do declive. A área conhecida como Campolina situa-se na região centro-leste do Parque Estadual do Rio Doce, no município de Marliéria, 19º41’49” S e 42º30’15” W, a 260 m s.n.m.. É característica de mata nativa em avançado estágio de sucessão secundária, bem preservada. Esta área possui grande aporte de serrapilheira, com extrato arbóreo alto e extrato arbustivo de pequeno a médio porte. Nessa área ocorrem figueiras (Ficus sp.) com mais de 20m de altura, com uma mancha relativamente grande de com uma mancha relativamente grande de Heliconia sp. Campolina ocorre mata alta e densa, com dossel mais fechado e os módulos dispersos em uma área maior e mais plana. A fauna dessa localidade situada na parte central do parque, apresenta espécies ameçadas como Amazona farinosa (Papagaio-moleiro) e Brachyteles hypoxanthus (muriqui), e a maior parte da formação arbórea possui dossel com altura acima de 25m. O fragmento florestal conhecido como Morro do Gavião, é uma mata de aproximadamente 140 ha, distante aproximadamente 2Km do Parque Estadual do Rio Doce. O remanescente de mata conhecido como Morro do Gavião situa-se no município de Dionísio, 19º50’03” S e 42º33’07”W, a 586 m s.n.m., ao Norte do Parque Estadual do Rio Doce. Ele é de propriedade da Companhia Agroflorestal Santa Bárbara (CAF), que preserva a área tendo o apoio do IEF. A floresta localiza-se em um topo de morro com terreno bem irregular, e alguns locais mais planos. Ela é rodeada por reflorestamentos de eucalipto, lagoas, bateria de carvão e não apresenta conexão com outros remanescentes. Há sinais de exploração seletiva de madeira na mata, vestígios de queimadas. Para mamíferos de médio e grande porte, os locais das estações de captura de imagens foram determinadas baseadas em relatos de ocorrência de onças dentro do PERD, bem como nos locais que possuem estradas poucas movimentadas (i.e. estradas que dar acesso para lagoas), que freqüentemente são utilizadas por felinos.
Quality Control No estudo dos primatas, a localização dos fragmentos de mata foi obtida com base em imagens de satélite LANDSAT ™ na escala de 1 : 100.000 e ortofotocartas aéreas na escala de 1 : 10.000, além de mapas já elaborados para a área e questão pelo projeto PADCT / CIAMB - Programa Biodiversidade, População, e Economia (Paula et al., 1997). A imagens de satélite foram cedidas pelo Diretoria de Monitoramento e Controle (DMC) do Instituto Estadual de Florestas - IEF / MG, através de um convênio IEF / Departamento de Zoologia / ICB - UFMG. As ortofotocartas foram obtidas através da Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG. As outras informações pertinentes ao que se propõe o estudo, como dados de censo da população humana, malha municipal, malha rodo-ferroviária, hidrografia, atividades econômicas, entre outras, foram obtidas através da GEOMINAS -Geoprocessamento em Minas Gerais, da Fundação João Pinheiro e da PRODEMGE - Companhia de Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais, além da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (IBGE, 1996; GEOMINAS, 1999; PRODEMGE, 2000). Para o estudo da mastofauna, armadilhas fotográficas (Carbone et al., 2001, Silveira et al., 2003) junto com metodologias de captura-recaptura (Nichols, 1992) têm sido utilizados com sucesso por Karanth (1995) e Karanth e Nichols (1998), para estimar abundâncias de tigres na Índia. Este método também foi usado com sucesso para felinos neotropicais, como jaguatirica (Trolle & Kéry, 2003) e onça pintada (Maffei et al., 2004, Silver et al., 2004) na Bolívia e Belize

Method step description:

  1. Para o estudos de primatas, foram utilizados os seguintes critérios para seleção da área de estudo: localização do fragmento de mata dentro da zona-tampão das Unidades de Conservação existentes; localização do fragmento de acordo com a atividade econômica predominante no município, como monocultura de Eucalyptus spp., monocultura de café, mineração e agropecuária de subsistência; e classe de tamanho de cada fragmento (pequeno, médio, grande). Para pequenos mamíferos, utilizou-se como isca de pequenos mamíferos algodão embebido em óleo de fígado de bacalhau e pedaços de bananas com aveia e canjiquinha. Para Grandes mamíferos, implantou-se duas câmeras a cada ponto de coleta. O uso de duas câmeras é necessário para capturar os dois lados dos indivíduos. Com os dois lados de um indivíduo que possua marcações distintas, como as rosetas de uma onça pintada, é possível estimar a abundância. Todas as estações foram visitadas a cada 30 dias, para trocar filme e pilhas das câmeras. Após o segundo mês de cada período, as câmeras foram retiradas do campo. Fotos das demais espécies foram agrupadas e ordenadas por classificação taxonômica, na tentativa de obter um índice de abundância relativa (IAR = a soma de todas as fotos para cada espécie multiplicado por 100 e dividido pelo número de armadilhas/noites) e uma porcentagem da abundância relativa menos tendenciosa a fotos repetidas de um indivíduo várias vezes.

Collection Data

Collection Name Coleção de Referência do Laboratório de Mastozoologia do Departamento de Zoologia da UFMG
Collection Identifier Coleção de Mamíferos do Centro de Coleções Taxonômicas da UFMG
Specimen preservation methods Other

Additional Metadata

Este recurso faz parte do projeto Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD). O projeto em questão reúne um conjunto de propostas de pesquisas ecológicas: aborda aspectos genéticos, faunísticos, florísticos, e limnológicos, da biodiversidade, além de elencar questões econômicas, sociais, e conservacionistas, envolvendo educação ambiental. O PELD têm como objetivo geral o desenvolvimento de estudos ecológicos de longa duração voltados ao inventário e propostas de conservação da biodiversidade de grupos de organismos aquáticos e terrestres, considerando-se os processos ecológicos responsáveis pela manutenção desta biodiversidade. Complementarmente, estudos voltados para os aspectos sócio-econômicos da região bem como um programa de educação ambiental foram conduzidos, visando particularmente uma avaliação dos principais impactos antrópicos da bacia, sua discussão com os diferentes segmentos da sociedade, na busca de propostas de solução e subsídios para a conservação e uso sustentável dos recursos naturais da região. “O Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD) representa uma iniciativa pioneira e uma visão estratégica do Governo Federal, ao articular, desde 1999, uma rede de sítios de referência para a pesquisa científica no tema de Ecologia de Ecossistemas. Atualmente, a rede PELD conta com 30 sítios de pesquisa distribuídos em diversos ecossistemas. Contando com um destaque orçamentário específico no Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal desde 2000, o PELD é executado pelo CNPq. Atualmente, conta com apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e de onze Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. A sua estrutura de gestão é estabelecida pela Resolução Normativa nº 23/2011, que define os Comitês Gestor e Científico do Programa e as suas atribuições. São realizadas periodicamente ações de Acompanhamento & Avaliação dos projetos de pesquisa e do Programa, visando uma eficiente gestão do conhecimento gerado, assim como o constante aperfeiçoamento desta importante iniciativa.”(CNPQ)

Purpose Reaproveitamento dos dados por parte de estudantes, pesquisadores, poder público, e a sociedade em geral, para finalidades múltiplas. Compartilhamento de informações biológicas e ecológicas, com o intuito de possibilitar novas análises dos dados por outros pesquisadores, promovendo o desenvolvimento e evolução da ciência. Disseminar conhecimento ecológico, biológico, científico, e histórico. Estimular e promover o senso de importância da área de estudo.
Maintenance Description Quando for necessário
Alternative Identifiers https://ipt.sibbr.gov.br/peld/resource?r=pesqqqqqqquisas