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Composição florística e fitossociologia de uma área de Mata Atlântica do sudeste de Minas Gerais, Brasil

Latest version published by Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr on Aug 21, 2017 Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr

Dados de levantamentos florísticos e fitossociológicos referentes a diferentes regiões do Médio Rio Doce. Compila dados obtidos de 1995 a 2009. Inclui dados de ocorrência de espécies, taxonômicos, relativos à estrutura e dinâmica da comunidade florestal, quantitativos e qualitativos.

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Universidade Federal de Minas Gerais (2017): Composição florística e fitossociologia de uma área de Mata Atlântica do sudeste de Minas Gerais, Brasil. v1.0. Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr. Dataset/Metadata. https://ipt.sibbr.gov.br/peld/resource?r=composicao_floristica_e_fitossociologia_de_uma_area_de_mata_atlantica_do_sudeste_de_minas_gerais_brasil&v=1.0

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Keywords

Metadata Pteridófitas; Angiospermas; Floresta Estacional Semidecidual Submontana; fitossociologia; inventário; biodiversidade; comunidade florística; ocorrência; Parque Estadual do Rio Doce; Mata Atlântica

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Alexandre Salino
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Joao Stheman
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Diego Pujoni
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Ananda Portela
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Geographic Coverage

Floresta Estacional Semidecidual Submontana (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, 1991). Floresta Estacional Semidecidual de Terras Baixas. (Oliveira-Filho & Fontes 2000) Minas Gerais, Brasil.

Bounding Coordinates South West [-20, -42.9], North East [-19.22, -42.2]

Taxonomic Coverage

Os exemplares estão identificados em nível de família, gênero ou espécie.

Family  Anacardiaceae,  Annonaceae,  Acanthaceae,  Achariaceae,  Alismataceae,  Amaranthaceae,  Anacardiaceae,  Annonaceae,  Apiaceae,  Apocynaceae,  Aquifoliaceae,  Araceae,  Araliaceae,  Arecaceae,  Aristolochiaceae,  Asclepiadaceae,  Aspleniaceae,  Asteraceae,  Balanophoraceae,  Begoniaceae,  Bignoniaceae,  Bixaceae,  Blechnaceae,  Bombacaceae,  Boraginaceae,  Bromeliaceae,  Burseraceae,  Cactaceae,  Campanulaceae,  Cannabaceae,  Cannaceae,  Capparaceae,  Caricaceae,  Caryocaraceae,  Cecropiaceae,  Celastraceae,  Chrysobalanaceae,  Clusiaceae,  Combretaceae,  Commelinaceae,  Connaraceae,  Convolvulaceae,  Costaceae,  Cucurbitaceae,  Cunoniaceae,  Cyatheaceae,  Cyclantaceae,  Cyperaceae,  Dennstaedtiaceae,  Dilleniaceae,  Dioscoreaceae,  Dryopteridaceae,  Ebenaceae,  Elaeocarpaceae,  Erythroxylaceae,  Euphorbiaceae,  Fabaceae,  Flacourtiaceae,  Gentianaceae,  Gesneriaceae,  Gleicheniaceae,  Heliconiaceae,  Hippocrateaceae,  Humiriaceae,  Hydrocharitaceae,  Hydrophyllaceae,  Hymenophyllaceae,  Hypericaceae,  Icacinaceae,  Iridaceae,  Lacistemaceae,  Lamiaceae,  Lauraceae,  Lecythydaceae,  Leguiminosae,  Lentibulariaceae,  Loganiaceae,  Lomariopsidaceae,  Loranthaceae,  Lycopodiaceae,  Lythraceae,  Malpighiaceae,  Malvaceae,  Marantaceae,  Marattiaceae,  Melatomastaceae,  Meliaceae,  Menispermaceae,  Menyanthaceae,  Monimiaceae,  Moraceae,  Myristicaceae,  Myrisinaceae,  Myrtaceae,  Najadaceae,  Nyctaginaceae,  Nymphaeaceae,  Ochnaceae,  Olacaceae,  Oleaceae,  Onagraceae,  Orchidaceae,  Osmundaceae,  Oxalidaceae,  Passifloraceae,  Phyllanthacaceae,  Phytolaccaceae,  Picodendraceae,  Poaceae,  Podostemaceae,  Polygalaceae,  Polygonaceae,  Polypodiaceae,  Portulacaceae,  Pricramniaceae,  Proteaceae,  Piperaceae,  Pteridaceae,  Ranunculaceae,  Rhamnaceae,  Rosaceae,  Rubiaceae,  Rutaceae,  Sapindaceae,  Sapotaceae,  Salicaceae,  Salviniaceae,  Schizaeaceae,  Scrophulariaceae,  Selaginellaceae,  Simaroubaceae,  Siparunaceae,  Smilacaceae,  Solanaceae,  Sterculiaceae,  Styraceae,  Styracaceae,  Symplocaceae,  Theaceae,  Thelypteridaceae,  Theophrastaceae,  Thymelaeaceae,  Tiliaceae,  Trigoniaceae,  Turneraceae,  Typhaceae,  Ulmaceae,  Urticaceae,  Verbenaceae,  Violaceae,  Viscaceae,  Vitaceae,  Vittariaceae,  Vochysiaceae,  Xyridaceae,  Zingiberaceae

Temporal Coverage

Start Date / End Date 1995-01-01 / 2009-12-31

Project Data

Os objetivos deste projeto compreendem: a caracterização da heterogeneidade florística e estrutural das comunidades florestais do Parque Estadual do Rio Doce e dos remanescentes do seu entorno relacionando-as com fatores bióticos e abióticos (variáveis ambientais), a verificação das diferenças e semelhanças florísticas entre as áreas que sofreram perturbações com o fogo e o corte seletivo, a descrição da diversidade alfa (comunidade) e beta (regional) na vegetação arbórea encontrada no Parque e nos remanescentes mais próximos, bem como a proposição de medidas de manejo e conservação dos remanescentes estudados. Os remanescentes florestais da região do Médio Rio Doce constituem-se hoje em ilhas bastante isoladas. Estas ilhas podem estar sofrendo erosão genética causada pela restrição ao fluxo gênico, devido à fragmentação. A caracterização da estrutura de populações entra neste contexto, pois permite inferências sobre a dinâmica, fornecendo indícios sobre capacidade de regeneração e manutenção de diferentes populações. Estudos demográficos podem ser usados para suplementar informações sobre a estrutura de população (Sarukhan 1980). Dados demográficos são a base para a construção de modelos de matrizes, portanto podem contribuir para uma futura proposição de medidas que possam conter os efeitos da fragmentação. (Caswell 1989a). Os estudos florísticos fornecerão dados para a comparação com outras formações florestais, como as matas do planalto, da hiléia bahiana, da amazônia e litorâneas, permitindo inferências sobre a evolução histórica da vegetação. O estudo também inclui dados demográficos da espécie em extinção Chrysophyllum imperiale (Linden ex Koch) Bentham & Hooker (Sapotaceae). Variáveis demográficas foram avaliadas diante de fatores de riscos à viabilidade e persistência das espécies ameaçadas ao longo do tempo (através da realização de modelos de dinâmica), demonstrando a importância de estudos populacionais para a preservação a longo prazo, de espécies ameaçadas de extinção.

Title Dinâmica Biológica e Conservação da Biodiversidade na Mata Atlântica no médio Rio Doce -MG
Identifier PELD – site 4
Funding Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Processo 520031/1998-9, Edital 001/1997.
Study Area Description Sítio PELD04: Mata Atlântica e sistema lacustre do Médio Rio Doce. Pertencente à Bacia do Rio Doce. Inclui Parque Estadual do Rio Doce -PERD-; Estação Biológica de Caratinga -EBC-; e seus entornos. A bacia do rio Doce tem uma área total de aproximadamente 82.000 Km2, dos quais 86% pertencem ao Estado de Minas Gerais, e o restante ao Estado do Espírito Santo. O trecho mineiro do rio Doce é de aproximadamente 608 km. Esse curso d’água nasce num dos contrafortes da Serra do Espinhaço, no município de Ressaquinha, a uma altitude aproximada de 1.220 m s.n m., com o nome de rio Piranga. Conserva esse nome até a confluência com o rio do Carmo, quando passa a denominar-se rio Doce, até desaguar no Oceano Atlântico (CETEC 1983). A região da bacia do Rio Doce, originalmente quase totalmente recoberta com vegetação característica de matas semideciduais ou perenifólias pertencentes ao bioma da Mata Atlântica, possui altíssima riqueza e diversidade biológica, além de abrigar um grande número de espécies de distribuição restrita a esse grande ecossistema (Fonseca, 1997). A Estação Biológica de Caratinga (EBC) 19º50’S 41º50’W, Minas Gerais, Brasil, foi instituído em 1983. Ocupa uma área de 1200 ha. É atualmente administrada pela Fundação Biodiversitas para a Conservação da Biodiversidade. Compreende uma fazenda às margens do Rio Munhaçu. Nesta fazenda vem sendo praticadas culturas de café, cana de açúcar, e criação extensiva de gado bovino. O Parque Estadual do Rio Doce (PERD) 19º41’ - 19º30’S 42º38’ - 48º28’W, Minas Gerais, Brasil, foi instituído em 1944. Está sob administração do Instituto Estadual de Florestas -IEF MG-, desde 1962. Abrange 35.973 hectares de Floresta Estacional Semidecidual Submontana. Compreende florestas secundárias e primárias. Constitui-se na maior ‘ilha’ de Mata Atlântica do Estado de Minas Gerais, com 36113,6 ha. Praticamente cercada por plantações de Eucalyptus spp. Ao norte, delimitada por áreas urbanas onde se localizam plantas siderúrgicas, denominada região ‘Vale do Aço’. O PERD está inserido na unidade geomorfológica caracterizada como Depressão Interplanáltica do Rio Doce, apresentando altitudes que variam de 230 a 515 m, onde prevalecem duas formas de relevo: as colinas, em sua maioria convexas, originadas da dissecação fluvial de superfícies de aplainamento, datadas do Terciário Superior e Pleistoceno, e as planícies (Gilhuis, 1986; SIF 1990a). Uma característica de fundamental importância na delimitação de micro-habitats no PERD é a existência de um sistema de 38 a 44 lagoas. As lagoas são originárias de uma paleodrenagem do Rio Doce, com evolução geomorfológica e biológica particular, ocupando aproximadamente 6% da área total do PERD (CETEC, 1981). O clima do PERD é do tipo Aw, segundo a classificação de Köppen, caracterizando um clima tropical úmido de savana, megatérmico. O regime pluviométrico apresenta uma estação chuvosa e uma estação seca bem definidas, com precipitações variando entre 235 a 9 mm, em dezembro e agosto, respectivamente (SIF, 1990b). A precipitação anual é de 1480 mm e a média da temperatura do ar é de 21,9 ºC com máxima de 40 ºC no verão e mínima de 3 ºC no inverno (Gilhuis, 1986 apud Andrade et al., 1996). Os solos predominantes são aqueles com horizonte B textural e Latossolo B com textura argilosa, álico, distrófico, com acidez de média a alta (CETEC, 1981). Existem 38 lagos ocupando uma área de 6% do total do Parque. O isolamento do Parque torna esta área de extrema importância como banco genético, fonte potencial de informações e fator de manutenção das condições ecológicas da região. Fora dos limites do Parque predomina a vegetação de eucalipto (Eucalyptus sp.), e em pequena escala, áreas de pasto, agricultura e florestas naturais.
Design Description Foi inventariada a coleção do Herbário BHCB e todas as exsicatas provenientes de coletas na Estação Ecológica de Caratinga, e no Parque Estadual do Rio Doce. O levantamento florístico, quantitativo e qualitativo, está restrito a plantas vasculares. Os parâmetros calculados na análise fitossociológica foram densidade relativa (DR), freqüência relativa (FR), dominância relativa (DoR), índice de valor de importância (IVI), índice de valor de cobertura (IVC) (Martins, 1991), densidade total de árvores/ha (Martins, 1991), e as médias de altura, altura do fuste e diâmetro das árvores. A matriz de variáveis ambientais incluiu análises do solo, as quais consideraram: pH em água; teores de Al, Ca, Mg, P e K; soma de bases, índice de saturação de bases (V); capacidade de troca de cátions; índice de saturação de alumínio (m); matéria orgânica, C, N e teores de areia grossa e fina, silte e argila.

The personnel involved in the project:

Principal Investigator
Julio Lobardi
Content Provider
Edivani Franceschinelli
Content Provider
Willia Hoffman
Content Provider
Claudia Jacobi
Principal Investigator
João Stehmann
Principal Investigator
Alexandre Salino
Content Provider
Tereza Spósito
Content Provider
Glauco França
Content Provider
Renata Ferreira
Content Provider
Rubens Mota
Content Provider
Lia Teixeira
Content Provider
Felipe Sgarbi
Content Provider
Flavio Gontijo
Content Provider
Fernanda Carvalhos
Content Provider
Juliana Resende
Content Provider
Flavia Nunes
Content Provider
Aron Caldeira
Content Provider
Michelle Richard
Content Provider
Renato Prado
Content Provider
Fernanda Raggi

Sampling Methods

Metodologia: Amostragem Em 2001 a área escolhida para amostragem foi demarcada em 357 parcelas de 50 x 50 m, totalizando 89,25 ha. Para amostrar 1 hectare na floresta foram sorteadas 10 sub-parcelas de 100 x 10 m (1000 m2) dentro das parcelas já marcadas. A amostragem fitossociológica foi realizada nestas sub-parcelas. Todas as árvores com circunferência à altura do peito (CAP) igual ou maior que 15 cm foram mapeadas, tomando-se a distância entre estas e as linhas que dividiam as parcelas. As árvores mortas em pé também foram incluídas A partir de 2003, para a amostragem fitossociológica foi utilizado o método de ponto quadrante (Martins, 1991). Foram marcados 70 pontos quadrantes em cada uma das áreas estudadas. Os pontos estavam distribuídos em 7 linhas amostrais de 135m, distanciadas em 15m e orientadas pela bússola na direção Norte-Sul, para as áreas da Fazenda Sacramento e Morro do Gavião e Noroeste-Sudeste para a área da Mata da Campolina. Macuco, Mumbaça e Fazenda Macedônia. Em cada linha foram marcados, através de estacas, 10 pontos quadrantes (eqüidistantes em 15m). Foram amostrados 280 indivíduos por área, perfazendo aproximadamente 1,35ha de área total. Utilizou-se como critério de inclusão aquelas árvores que apresentaram CAP (Circunferência a Altura do Peito) ≥ 15 cm, a 1,30 m do solo. Os parâmetros calculados na análise fitossociológica foram densidade relativa (DR), freqüência relativa (FR), dominância relativa (DoR), índice de valor de importância (IVI), índice de valor de cobertura (IVC) (Martins, 1991). Metodologia: Análise de solos Foram coletadas amostras simples de solo superficial (0 – 20 cm), na porção mediana de cada linha de amostragem, para análise de composição química, granulometria e matéria orgânica. Metodologia: Fitossociologia Chrysophyllum imperiale As medições dos indivíduos da espécie Chrysophyllum imperiale ocorreram na parcela de 9ha da Fazenda Sacramento e Lagoa do Meio. Foram marcados e medidos diâmetros de todos os indivíduos com diâmetro a altura do peito (DAP) ≥ 5cm, com utilização de fita diamétrica. Nas sub-parcelas do fragmento da Fazenda Sacramento e Lagoa do Meio foram marcados todas as plântulas e indivíduos jovens com diâmetro a altura do peito (DAP) • 5 cm, tendo sido medidos altura e diâmetro destas, com utilização de paquímetro e fita métrica.

Study Extent Os exemplares da coleção foram coletados na Estação Biológica de Caratinga (EBC), no Parque Estadual do Rio Doce (PERD), e na Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti – EPDA Peti. Na EBC foram feitas coletas nas trilhas Matão, Alto da Boa Vista, Custódio, Leme, Almirante Ibsen, Nilo, Rafael e Jaó, Raimunda, e Sapo. No PERD, foram coletadas amostras de comunidades com diferentes níveis de perturbação, e fragmentos satélites, algumas parcelas de monitoramento contínuo. foram amostradas espécies das trilhas do Vinhático, Campolina, Salão Dourado, Porto Capim, entorno da lagoa Dom Helvécio, Lagoa Preta, Garapa Torta e Ponte queimada, Mata Aníbal, e Lagoa do Meio, Mata Campolina, Mata do Macuco, Mata do Mumbaça. Nos arredores do PERD, foram coletados na Fazenda Sacramento/SAET, Fazendo Macedônia, Fazenda Areias, Morro do Gavião, Sírio Bené Rico, Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti – EPDA Peti. A área de mata da Fazenda Sacramento localiza-se no município de Pingo d’água, 19º43’30,6” S e 42º25’34,6” W, em uma altitude de 259 m.s.n.m., a Leste do Parque Estadual do Rio Doce. Ela constitui Reserva Natural Permanente, Lei municipal Nº 091/99 e pertence à Área de Proteção Ambiental do Município de Pingo d’água, regulamentada pelo Decreto Nº 028/2001 de 07 de Agosto de 2001, cujo zoneamento já encontra-se estabelecido e cuja administração e fiscalização são exercidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente do município, assessorado pelo CODEMA da região. No entorno da mata foram observados plantios de milho, pasto e reflorestamentos. Existem sinais de corte seletivo de madeira na floresta. O remanescente de mata conhecido como Morro do Gavião situa-se no município de Dionísio, 19º50’03” S e 42º33’07”W, a 586 m s.n.m., ao Norte do Parque Estadual do Rio Doce. Ele é de propriedade da Companhia Agroflorestal Santa Bárbara (CAF), que preserva a área tendo o apoio do IEF. A floresta localiza-se em um topo de morro com terreno bem irregular, e alguns locais mais planos. Ela é rodeada por reflorestamentos de eucalipto, lagoas, bateria de carvão e não apresenta conexão com outros remanescentes. Há sinais de exploração seletiva de madeira na mata, vestígios de queimadas. A Mata da Campolina situa-se na região centro-leste do Parque Estadual do Rio Doce, no município de Marliéria, 19º41’49” S e 42º30’15” W, a 260 m s.n.m. A Mata do Macuco situa-se na região Noroeste do Parque Estadual do Rio Doce, no município de Timóteo, 19º35’22” S e 42º34’46”W, com 241 m s.n.m. A Mata do Macuco situa-se na região Noroeste do Parque Estadual do Rio Doce, no município de Timóteo, 19º35’22” S e 42º34’46”W, com 241 m s.n.m. A floresta encontra-se em avançado estado de conservação, ocupando terrenos mais planos e alguns pequenos aclives. A Mata do Mumbaça localiza-se na região Sudeste do Parque Estadual do Rio Doce, no município de Dionísio, 19º48’18”S e 42º32’35”W, 235 m s.n.m. Ela possui em seu entorno duas lagoas: Águas Claras e dos Patos, além do ribeirão Mumbaça ao Sul. O relevo apresenta áreas planas e regiões mais elevadas. A mata tem um histórico de perturbação devido ao corte seletivo de madeira em 1964, onde foram retiradas madeiras nobres, e a ação de grandes incêndios florestais como o ocorrido em 1967 que consumiu 9.000 ha do Parque. Apesar disso, a floresta apresenta trechos mais conservados que estão em estádio avançado de regeneração, com o estrato inferior, médio e superior. Foram encontradas espécies importantes como: canela sassafrás (Ocotea odorífera), vinhático (Plathymenia foliolosa) e palmito jussara (Euterpe edulis). A Fazenda Macedônia localiza-se na margem direita do Rio Doce, nos municípios de Bugre e Ipaba, 19º21’37” S e 42º23’34” W, a 222 m s.n.m., a Nordeste do Parque Estadual do Rio Doce. A fazenda tem uma área aproximada de 3.000 hectares e pertence à companhia Celulose Nipo-Brasileira S. A (CENIBRA). Parte desta área (cerca de 560 ha) constitui Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, Decreto Federal 98.914 de 31/10/90, Portaria IBAMA 111-N de 14/10/94. Na Fazenda Macedônia são desenvolvidos diversos projetos em parceria com prefeituras, organizações não-governamentais e universidades: reflorestamento com eucalipto, agricultura social, plantio de matas ciliares ao longo do Rio Doce, educação ambiental através de palestras e trilhas interpretativas no interior da mata e projeto de reintrodução de aves silvestres ameaçadas de extinção (Projeto Mutum). Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti – EPDA Peti, localizada na região metalúrgica de Minas Gerais, nos municípios de Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo, MG, entre as coordenadas 43°20’51’’ e 43°23’28’’ W e 10°52’23’’ e 19°54’27’’S. A área da Estação é de 1374 hectares. A Estação situa-se próxima à vertente leste da cadeia do Espinhaço, junto a tributários do rio Doce, com altitudes que variam de 630 a 880m (Nunes & Pedralli, 1995). O clima, pela classificação de Köppen, é do tipo Cwb – tropical de altitude, com verões frescos e estação seca bem definida, sendo os meses de outubro a março úmidos e os de maio a setembro, relativamente secos (Antunes, 1986). O solo é classificado como latossolo vermelho amarelo com textura argilosa, afloramentos de rocha e cambissolo e solos litólicos de textura arenosa cascalhenta (CETEC, 1989). CETEC (1987) compila várias informações dos diferentes autores para a cobertura vegetal primitiva da bacia do rio Doce e conclui que na EPDA-Peti ocorrem fisionomias semelhantes à Mata Atlântica, Cerrados e Campos Rupestres.
Quality Control Metodologia: Taxonomia Em 2001, as espécies de angiospermas encontradas foram agrupadas em famílias de acordo com Gunn et al (1992). Os nomes dos autores das espécies listadas foram abreviadas segundo Brummit e Powel (1992) e as siglas dos Herbários estão de acordo com Holmgren et al (1990). A similaridade da flora farenogâmica entre as duas áreas foi avaliada pelo coeficiente de Jaccard (Brower & Zar 1997). Para apresentação dos taxa de pteridófitas adotou-se o sistema proposto por Krammer & Tryon (1990), com as seguintes modificações: em Aspleniaceae adotou-se o gênero Antigramma, em Hymenophyllaceae aceitou-se apenas dois gêneros (Hymenophyllum e Trichomanes); em Polypodiaceae, microgramma, Pleopeltis e Polypodium foram aceitos como gêneros distintos; em Thelypteridaceae aceitou-se apenas doi gêneros (Macrothelypteris e Thelypteris); e para a família Vittariaceae utilizou-se a classificação genérica de Crane (1997). Para a abreviação dos nomes dos autores dos nomes das espécies adotou-se o trabalho de Pichi-Sermolli (1996). A partir de 2005, as espécies foram ordenadas nas famílias reconhecidas pelo APG, Angiosperm Phylogeny Group (APG II 2003). Metodologia: Amostragem A partir de 2003, para a amostragem fitossociológica foi utilizado o método de ponto quadrante (Martins, 1991). Para uma comparação entre áreas calculou-se ainda densidade total de árvores/ha (Martins, 1991), e as médias de altura, altura do fuste e diâmetro das árvores. Somente a partir de 2008 utilizou-se o teste não-paramétrico de Kolmogorov-Smirnov (Sokal & Rohlf 1995) para verificar as diferenças estruturais entre áreas, considerando-se os valores de diâmetro e altura das espécies. Os cálculos foram realizados através do programa STATISTICA for Windows versão 4.3. Foi calculado o índice de diversidade de Shannon (H’), na base logarítimica natural, e a equabilidade (Pielou, 1966) correspondente (J) (Zar, 1999). Para a análise de similaridade florística entre as áreas utilizou-se o coeficiente de Jaccard. A análise fitossociológica utilizou o programa Fitopac 1 (Shepherd, 1991). A partir de 2008, a comparação entre as matrizes de distância geográfica e similaridade foi realizada através do teste de Mantel (Sokal & Rohlf 1995), usando um teste de Monte Carlo com 5.000 permutações para avaliar a significância. Os testes foram realizados utilizando-se o programa PC-ORD for Windows versão 5 (McCune & Mefford 1999). Foram utilizadas curvas médias de acúmulo de espécies (Gotelli & Colwell 2001), calculadas para as seis áreas, com o objetivo de comparar a riqueza de espécies encontradas entre os diferentes locais amostrados. Foi utilizado o programa Ecosim – versão 7.0 (Gotelli & Enstminger 2006) que calculou também os intervalos de confiança (95%) das médias. As curvas foram construídas com as médias das riquezas obtidas em 1.000 re-amostragens de números pré-determinados de indivíduos (10, 20, 30, etc.), utilizando a opção de amostragem com reposição independente (“independent sampling”). Metodologia: Análise de solos As amostras de solo superficial foram misturadas e enviadas ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para análise de composição química, granulometria e matéria orgânica. A comparação dos solos foi feita utilizando-se análise de componentes principais (PCA), após transformação logarítmica das variáveis. As variáveis expressas em proporção serão transformadas para arco-seno (Zar, 1999). Para analisar as correlações entre os gradientes ambientais e vegetacionais, foi empregada uma análise de correspondência canônica (CCA). Ambas análises foram realizadas segundo ter Braak (1987), utilizando-se o programa PC-ORD for Windows versão 4.14 (McCune & Mefford, 1999). O teste de permutação de Monte Carlo (ter Braak 1988) foi aplicado para verificar a significância das correlações existentes nos dois primeiros eixos de ordenação (variáveis ambientais x abundâncias). A matriz de abundância das espécies consistiu do número de indivíduos em relação ao somatório das linhas de amostragem de cada área, considerando como uma única parcela. Foram incluídas apenas as espécies com N ≥ 10 indivíduos. A matriz de variáveis ambientais por parcela incluiu pH em água; teores de Al, Ca, Mg, P e K; soma de bases, índice de saturação de bases (V); capacidade de troca de cátions; índice de saturação de alumínio (m); matéria orgânica, C, N e teores de areia grossa e fina, silte e argila. Metodologia: Fitossociologia Chrysophyllum imperiale Para os indivíduos amostrados até o momento foi atribuída categorização de acordo com o índice de luminosidade de Dawkins modificado (Clark & Clark 1992), que compreende: 1 (nenhuma luz lateral ou apical direta); 2L (pouca luz direta lateral, nenhuma luz apical); 2M (luz média direta lateral, nenhuma luz apical direta); 2H (muita luz direta lateral, nenhuma luz apical direta); 3 (luz média direta apical); 4 (luz apical direta; no dossel); 5 (luz apical e lateral direta, emergente).

Method step description:

  1. Metodologia: Taxonomia Na Estação Ecológica de Caratinga os espécimes foram coletados de maneira sistemática e mensal. As coletas foram aleatórias de toda a vegetação. No Parque Estadual do Rio Doce foram efetuadas coletas não sistemáticas. As determinações dos espécimens de angiospermas foram efetuadas pelo envio de duplicatas a especialistas. A identificação de pteridófitas foi feita com ajuda de literatura e consulta a especialistas. Os espécimens testemunho coletados de 1995 a 2000 foram depositados no Herbário do Departamento de Botânica do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais. A partir de 2005, as identificações foram feitas por comparação com espécimes depositados na coleção do herbário BHCB, além de consultas à literatura pertinente e envio de duplicatas para especialistas em instituições nacionais e estrangeiras. Metodologia: Amostragem Em 2001, a marcação das parcelas dos transectos para amostragem foi limitada pelo trajeto do Ribeirão do Turvo. Aproximadamente 100 m antes do leito do ribeirão, começa uma declividade, muito acentuada em alguns locais, que dificultou o trabalho de topografia. A presença de um aclive determinou o final da parcela. As árvores foram etiquetadas com placas numeradas. Foram feitas coletas de material fértil ou vegetativo dos indivíduos arbóreos para identificação das espécies. Para o cálculo dos parâmetros fitossociológicos foram incluídas todas as árvores amostradas, inclusive as espécies não indentificadas. Já para os cálculos de porcentagem de número de espécies, número de indivíduos e número de famílias, as indeterminadas não estiveram incluídas na análise. As diferenças significativas entre as riquezas estimadas são evidenciadas pela não sobreposição dos intervalos de confiança. Metodologia: Fitossociologia Chrysophyllum imperiale Os indivíduos foram marcados com fita de plástico laranja e também com tinta amarela, no local de medição ou POM (Ponto de Medida). O POM usual é de 1,30m. Nas sub-parcelas do fragmento da Fazenda Sacramento, O POM adotado variou de acordo com a altura de indivíduos, especialmente plântulas recentes, tendo sido anotado e marcado com utilização de esmalte. A contagem das folhas dos indivíduos ocorrentes nas sub-parcelas se deu com realização de marcação (esmalte), no ápice do ramo onde a última folha foi incluída na contagem.

Collection Data

Collection Name Coleções Taxonômicas da Universidade Federal de Minas Gerais
Collection Identifier http://splink.cria.org.br/manager/detail?resource=BHCB
Parent Collection Identifier http://ipt1.cria.org.br/ipt/resource?r=bhcb
Specimen preservation methods No treatment

Additional Metadata

Este recurso faz parte do projeto Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD). O projeto em questão reúne um conjunto de propostas de pesquisas ecológicas: aborda aspectos genéticos, faunísticos, florísticos, e limnológicos, da biodiversidade, além de elencar questões econômicas, sociais, e conservacionistas. “O Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD) representa uma iniciativa pioneira e uma visão estratégica do Governo Federal, ao articular, desde 1999, uma rede de sítios de referência para a pesquisa científica no tema de Ecologia de Ecossistemas.” (CNPQ) O PELD têm como objetivo geral o desenvolvimento de estudos ecológicos de longa duração voltados ao inventário e propostas de conservação da biodiversidade de grupos de organismos aquáticos e terrestres, considerando-se os processos ecológicos responsáveis pela manutenção desta biodiversidade. Complementarmente, estudos voltados para os aspectos sócio-econômicos da região bem como um programa de educação ambiental foram conduzidos, visando particularmente uma avaliação dos principais impactos antrópicos da bacia, sua discussão com os diferentes segmentos da sociedade, na busca de propostas de solução e subsídios para a conservação e uso sustentável dos recursos naturais da região. “Atualmente, a rede PELD conta com 30 sítios de pesquisa distribuídos em diversos ecossistemas. Contando com um destaque orçamentário específico no Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal desde 2000, o PELD é executado pelo CNPq. Atualmente, conta com apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e de onze Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. A sua estrutura de gestão é estabelecida pela Resolução Normativa nº 23/2011, que define os Comitês Gestor e Científico do Programa e as suas atribuições. São realizadas periodicamente ações de Acompanhamento & Avaliação dos projetos de pesquisa e do Programa, visando uma eficiente gestão do conhecimento gerado, assim como o constante aperfeiçoamento desta importante iniciativa.”(CNPQ)

Purpose Reaproveitamento dos dados por parte de estudantes, pesquisadores, poder público, e a sociedade em geral, para finalidades múltiplas. Compartilhamento de informações biológicas e ecológicas, com o intuito de possibilitar novas análises dos dados por outros pesquisadores, promovendo o desenvolvimento e evolução da ciência. Disseminar conhecimento ecológico, biológico, científico, e histórico. Estimular e promover o senso de importância da área de estudo.
Maintenance Description Quando for necessário
Alternative Identifiers https://ipt.sibbr.gov.br/peld/resource?r=composicao_floristica_e_fitossociologia_de_uma_area_de_mata_atlantica_do_sudeste_de_minas_gerais_brasil